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Frigorífico goiano lança “Picanha Neymar” em meio a histórico de polêmicas políticas

A chegada da “Picanha Neymar” ao mercado, lançada pelo Frigorífico Goiás, em Goiânia, reacende o debate sobre as estratégias de marketing que misturam o universo do futebol com posicionamentos políticos explícitos. A peça de carne, que traz a imagem do renomado jogador da seleção brasileira, rapidamente se tornou viral nas redes sociais, colocando o estabelecimento novamente sob os holofotes e gerando discussões acaloradas entre consumidores e a opinião pública.

A empresa, já conhecida por suas ações de publicidade pouco convencionais e frequentemente controversas, parece consolidar uma linha de comunicação que busca engajamento através da polarização. A iniciativa com a picanha do atleta não é um caso isolado, mas sim mais um capítulo em um histórico de campanhas que têm gerado tanto visibilidade quanto sanções legais.

A “Picanha Neymar” e a Estratégia de Marketing

A novidade apresentada pelo Frigorífico Goiás consiste em uma peça de picanha que leva um rótulo com a foto de Neymar Jr. O jogador aparece em posição de sentido, vestindo a camisa amarela da seleção brasileira com o número 10, e a embalagem ainda exibe as palavras “Picanha Hexa” sob a bandeira do Brasil. A iniciativa, divulgada em vídeo nas redes sociais do frigorífico, alcançou mais de 800 mil visualizações, demonstrando o poder de engajamento que a figura do atleta e a temática da Copa do Mundo podem gerar.

Este tipo de ação não é inédita para o Frigorífico Goiás. A empresa já havia ganhado notoriedade por comercializar cortes de carne com as imagens de figuras políticas como Flavio Bolsonaro, Donald Trump e Javier Milei. Essa abordagem, que mistura produtos de consumo com personalidades públicas, tem sido uma marca registrada do estabelecimento, provocando tanto elogios quanto críticas intensas por parte dos consumidores e da opinião pública.

Promoção “Hexa” e as Conexões Políticas

A estratégia de marketing em torno da “Picanha Neymar” foi além da simples venda do produto. O frigorífico anunciou uma “Promoção hexa”, onde clientes que adquirissem três peças da picanha com a foto de Neymar ganhariam, de brinde, mais três picanhas: uma com a imagem de Flavio Bolsonaro, outra de Donald Trump e uma terceira de Javier Milei. A promoção, segundo a empresa, estaria disponível até o final da Copa do Mundo.

No entanto, a campanha veio acompanhada de uma ressalva que gerou ainda mais debate: a promoção não seria válida para os “apoiadores do ladrão”. Esta frase, carregada de conotação política, alinha a campanha da picanha a um discurso ideológico já conhecido do frigorífico, que historicamente tem se posicionado de forma explícita em relação a certas vertentes políticas. A inclusão de figuras políticas internacionais, como Trump e Milei, amplia o escopo da mensagem, conectando o consumo de carne a uma identidade política mais abrangente.

Um Histórico de Controvérsias e Sanções

O Frigorífico Goiás não é estranho a polêmicas. Em setembro do ano passado, a empresa ganhou as manchetes ao exibir um cartaz com a frase “Petista aqui não é bem-vindo”. A repercussão negativa foi imediata, levando o Ministério Público de Goiás a acionar o estabelecimento para que a frase fosse retirada. Além do cartaz, uma publicação nas redes sociais do frigorífico, datada de 7 de setembro, afirmava categoricamente: “Não atendemos petistas”.

Essas ações foram classificadas como discriminatórias e resultaram em uma condenação judicial. O frigorífico foi sentenciado a pagar R$ 130 mil por discriminação, evidenciando as consequências legais de misturar posicionamentos políticos explícitos com a operação comercial. Apesar da condenação e das críticas, a empresa parece manter sua linha de comunicação, utilizando figuras públicas e mensagens polarizadoras para atrair a atenção e gerar engajamento em torno de seus produtos. Para mais detalhes sobre a condenação, clique aqui.

Reações Online: Preço, Qualidade e Ideologia

A publicação do vídeo da “Picanha Neymar” nas redes sociais do Frigorífico Goiás gerou uma enxurrada de comentários, refletindo a polarização já esperada. Muitos internautas expressaram descontentamento com o preço da picanha. “Quase R$ 300 o quilo, acabei de ir lá, levei só a carne moída mesmo”, escreveu uma usuária, destacando a questão do custo-benefício.

Por outro lado, houve também quem defendesse a qualidade dos produtos do frigorífico e a estratégia de marketing. “Só reclama quem não dá conta de comprar. Qualidade impecável, sou cliente há muitos anos, a melhor picanha”, comentou outro internauta, elogiando a empresa e sua carne. Essa divisão de opiniões nas redes sociais ilustra como as ações do frigorífico ressoam de maneiras diferentes com seu público, que se divide entre a crítica ao preço e à ideologia, e a defesa da marca pela qualidade e pelo alinhamento político. O Frigorífico Goiás, que afirma ter mais de 20 anos de referência no mercado de carnes e quatro casas em Goiânia, continua a navegar em um cenário onde o marketing se entrelaça cada vez mais com posicionamentos sociais e políticos.

A estratégia do Frigorífico Goiás com a “Picanha Neymar” e suas promoções controversas reforça como o marketing no Brasil pode se valer de figuras públicas e temas polarizadores para gerar visibilidade e debate. O caso levanta questões importantes sobre os limites da publicidade e a responsabilidade social das empresas em um ambiente cada vez mais conectado e ideologicamente dividido. Para continuar acompanhando as análises e desdobramentos de casos que misturam consumo, política e cultura, mantenha-se informado com O Parlamento, seu portal de notícias que oferece informação relevante, atual e contextualizada.

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