Canal Exército do Lula atinge marca de 10 milhões de seguidores no WhatsApp
O canal intitulado Exército do Lula, idealizado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), alcançou a expressiva marca de 10 milhões de seguidores na plataforma WhatsApp. O marco foi atingido na sexta-feira (23), período que antecedeu diretamente o segundo turno da disputa presidencial travada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A ferramenta digital registrou um crescimento exponencial ao longo do mês. Em 11 de outubro, o espaço contava com cerca de 3,3 milhões de inscritos. O número avançou para 5 milhões no dia 17 e ultrapassou os 6 milhões na terça-feira (20). Com isso, a página acumulou aproximadamente 6,7 milhões de novos adeptos em apenas 12 dias, consolidando-se como um dos principais canais de articulação e difusão de conteúdo da campanha petista na internet.
Estratégia de mobilização e missões digitais
Sob a coordenação de André Janones, o ambiente virtual funciona como um centro de distribuição de mensagens, conteúdos audiovisuais e diretrizes voltadas aos simpatizantes da candidatura. O parlamentar organiza frequentemente ações denominadas missões digitais, que estimulam a base a realizar compartilhamentos em massa, impulsionar hashtags específicas e executar outras tarefas coordenadas no ecossistema das redes sociais.
Essa dinâmica de engajamento rápido transformou o aplicativo em um vetor central de comunicação direta com o eleitorado, operando à margem dos formatos tradicionais de propaganda eleitoral e alcançando milhões de smartphones em tempo real.
Controvérsias jurídicas e decisões no Tribunal Superior Eleitoral
O crescimento acelerado e o impacto político do canal também geraram forte reação institucional e jurídica por parte da oposição. A campanha de Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com acusações de que a página estaria propagando informações falsas e desequilibrando a disputa.
Diante do impasse, o então presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, chegou a estabelecer restrições pontuais à página. No entanto, em desdobramento recente ocorrido na mesma sexta-feira (23), o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou a proibição de novas suspensões administrativas individuais, entendendo que eventuais bloqueios ou sanções desta magnitude devem ser submetidos à análise do plenário do tribunal.
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