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Governo Lula prepara perdão de dívidas e crédito para bares e restaurantes após fim da escala 6×1

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei voltado para o perdão de dívidas de empresas do setor de serviços enquadradas no Simples Nacional. A medida abrange negócios como casas de show, bares e restaurantes, seguindo os mesmos parâmetros adotados anteriormente para os microempreendedores individuais (MEI’s). O anúncio foi feito pelo ministro Paulo Pereira, do Empreendedorismo, em meio a articulações políticas em Brasília.

A iniciativa ocorre em um momento de transição nas relações de trabalho no país. Com o fim da escala 6×1, todos os empregados formais passam a ter asseguradas duas folgas semanais remuneradas a partir de dezembro. A mudança gerou debates intensos sobre a capacidade de adaptação dos estabelecimentos de menor porte, o que motivou a movimentação do Palácio do Planalto para evitar impactos negativos na economia real e na manutenção dos postos de trabalho.

Linha de crédito e adaptação para pequenas empresas

Para mitigar os reflexos da nova jornada, o Executivo federal prepara o lançamento de uma linha de crédito subsidiada e com juros reduzidos para empresas de pequeno porte. A operação será conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e deve ser disponibilizada nos próximos dias, funcionando como um suporte para o capital de giro dos negócios durante o período de adaptação estrutural.

O ministro Paulo Pereira destacou que o setor de eventos e alimentação fora do lar carrega um passivo financeiro acumulado desde o período da pandemia de Covid-19. Segundo o governo, a intenção é criar mecanismos que permitam a transição sem comprometer a saúde financeira dos estabelecimentos, que também devem passar por revisões no modelo do Simples Nacional nos próximos meses.

Reações políticas e contexto eleitoral

As novas diretrizes econômicas ganham espaço em meio a debates políticos acirrados no cenário nacional. Dias antes do anúncio governamental, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, havia manifestado a intenção de retomar o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), caso seja eleito. O programa, criado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, zerou alíquotas de tributos federais para o setor durante a crise sanitária.

Integrantes da equipe econômica do governo atual criticaram a proposta da oposição, apontando riscos fiscais e histórico de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Receita Federal sobre o uso inadequado do benefício fiscal anterior. Em entrevista recente ao portal UOL, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que a prioridade da atual gestão é estruturar medidas focadas na sustentabilidade fiscal e no apoio direto aos pequenos empresários por meio de crédito e revisão de débitos irrecuperáveis.

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