Goiânia

Moradores cobram urgência para o contorno rodoviário da BR-153 em Goiânia durante audiência pública

A discussão sobre a infraestrutura urbana e o fluxo de veículos na região metropolitana ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (4), durante audiência pública promovida pelo vereador Denício Trindade. O encontro teve como foco central a tão esperada construção do contorno rodoviário de Goiânia, obra inicialmente prevista no contrato original de concessão da BR-153, mas que permaneceu inexecutada ao longo dos últimos anos.

O principal objetivo da intervenção é retirar o tráfego pesado de passagem do trecho urbano da rodovia, que corta diretamente a capital e a cidade de Aparecida de Goiânia. A medida busca aliviar os constantes congestionamentos e diminuir o índice de acidentes na região.

Histórico de impasses na concessão

Quando a concessionária Triunfo Concebra venceu o leilão em 2014 para administrar o lote que envolvia as rodovias BR-153, BR-060 e BR-262, a execução do contorno já constava nas obrigações contratuais. A ideia original consistia em desviar caminhões e veículos de grande porte, transformando o trecho urbano em uma via expressa dedicada à circulação local.

Entretanto, o projeto esbarrou em sucessivos problemas financeiros enfrentados pela concessionária. Disputas em torno do reequilíbrio econômico-financeiro e longos trâmites burocráticos de relicitação junto ao Governo Federal impediram que o canteiro de obras fosse aberto.

Expectativas com o novo contrato

Com o encerramento do processo de devolução amigável do trecho pela antiga administradora, o contorno rodoviário foi alçado à condição de prioridade no novo modelo de concessão. O projeto atualizado projeta a construção de 44 quilômetros de extensão, com aportes financeiros calculados em quase R$ 1,3 bilhão por parte do futuro operador privado.

Apesar da retomada do processo, o cronograma estabelecido continua gerando apreensão entre lideranças políticas e representantes do setor produtivo local. A possibilidade de a nova empresa dispor de até seis anos para finalizar o empreendimento é vista como um prazo dilatado demais para a realidade do tráfego urbano.

Preocupações com o projeto e pedágio

Durante os debates, parlamentares e gestores municipais levantaram questionamentos sobre alterações técnicas no projeto, como a eventual substituição de viadutos por rotatórias, o que poderia elevar o risco de colisões. O impacto financeiro na tarifa cobrada dos motoristas também entrou na pauta de discussões da ANTT.

Especialistas e autoridades presentes ressaltaram a urgência de soluções viárias para o trecho entre o aeroporto e o Shopping Flamboyant, apontado como um dos pontos mais críticos do trânsito na capital goiana durante os horários de pico. Órgãos federais, por sua vez, demonstram otimismo quanto à possibilidade de licenciamentos ambientais já adiantados acelerarem o início dos trabalhos pela futura vencedora do leilão.

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