Polícia Civil investiga homem suspeito de abusar de criança e enviar cartas em Goiás

A Polícia Civil do Estado de Goiás instaurou um procedimento para apurar a conduta de um homem de 40 anos, suspeito de praticar estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos de idade no município de Novo Gama, localizado no Entorno do Distrito Federal. O caso veio à tona após a mãe da garota encontrar uma carta com teor comprometedor escondida no quarto da filha.
A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar local na última quarta-feira, 04 de novembro, revelando um cenário de aproximação progressiva do suspeito junto à família da vítima. De acordo com os levantamentos iniciais, a investigação busca esclarecer todas as circunstâncias dos fatos e garantir a devida proteção à criança.
Descoberta das correspondências e atuação da família
O histórico apurado aponta que o homem havia adquirido uma propriedade rural na região há mais de um ano. A partir da compra da chácara, ele passou a frequentar rotineiramente a residência da família da menina, oferecendo doações de alimentos, apoio em tarefas cotidianas e presentes direcionados à menor.
A postura do vizinho, no entanto, passou a gerar desconfiança na mãe da criança, uma mulher de 33 anos. Em um dos episódios relatados à polícia, o homem chegou a declarar carinho pela menina e solicitou autorização para levá-la para morar com ele, pedido que foi negado pela mãe.
A situação tomou um rumo crítico na noite de terça-feira, 03 de novembro, quando a responsável encontrou um envelope armazenado sobre o guarda-roupa da filha. Ao examinar o papel, a mulher identificou textos que faziam menção ao temor de uma eventual prisão e abordavam preocupações com a realização de um teste de gravidez.
Relato escrito da vítima e intervenção das autoridades
No dia seguinte à descoberta, o suspeito esteve na residência da família para pedir desculpas e negar qualquer abuso, sustentando que possuía apenas um sentimento de afeto pela criança. Contudo, a gravidade do achado levou a família a acionar a rede de proteção social.
Durante uma conversa com uma vizinha, a criança demonstrou receio em falar abertamente sobre o tema. Em vez de depor verbalmente, a menina solicitou papel e caneta para registrar por escrito o que havia acontecido. No documento redigido à mão, a vítima descreveu supostos episódios de violência sexual praticados pelo investigado.
As cartas e o relato da menor foram encaminhados como prova ao Conselho Tutelar e posteriormente entregues aos policiais encarregados da ocorrência. O material agora integra o acervo probatório submetido à análise pericial do órgão policial.
Depoimento na delegacia e enquadramento jurídico
Ao ser abordado pelo Conselho Tutelar, o homem admitiu a autoria de pelo menos uma das correspondências enviadas à vítima, declarando contudo não enxergar irregularidade no texto. Diante dos fatos, as equipes conduziram os envolvidos até a delegacia de polícia de Luziânia para o registro da ocorrência.
Acompanhado por seus advogados, o investigado optou por exercer o direito constitucional ao silêncio durante o interrogatório policial, manifestando que se pronunciará exclusivamente perante o Poder Judiciário. A ocorrência foi formalizada sob as tipificações de suspeita de estupro de vulnerável e maus-tratos, uma vez que o órgão tutelar também apontou apuração referente à conduta materna.
No Brasil, o crime de estupro de vulnerável é tipificado pelo Artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, abrangendo qualquer ato libidinoso ou conjunção carnal com menores de 14 anos, independentemente de consentimento. A legislação prevê penas severas de reclusão para garantir a integridade física e psicológica de crianças e adolescentes.
O caso segue em apuração pelas autoridades competentes para a devida coleta de provas e acompanhamento das partes envolvidas. Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras notícias de relevância em Goiás e no país, continue acompanhando as atualizações de O Parlamento, reafirmando nosso compromisso com a informação precisa, responsável e de qualidade.




