Farmacêutica é investigada por exercício ilegal da medicina em Caldas Novas

A Polícia Civil de Goiás deflagrou uma investigação contra uma farmacêutica suspeita de exercer ilegalmente a medicina no município de Caldas Novas, localizado na região sul do estado. A profissional é acusada de realizar atendimentos clínicos e utilizar indevidamente o nome e o número de registro de uma médica devidamente habilitada para prescrever medicamentos a pacientes.
A descoberta da fraude e a atuação policial
O caso veio à tona após denúncias de que a suspeita estaria emitindo receitas médicas. A irregularidade foi confirmada quando terceiros realizaram uma consulta no portal do Conselho Federal de Medicina (CFM) utilizando os dados que constavam no carimbo da profissional. Foi constatado que as informações de registro não correspondiam à identidade da farmacêutica, mas sim a outra médica.
Diante dos indícios de crime, a Delegacia Municipal de Caldas Novas solicitou ao Poder Judiciário a expedição de mandados de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas tanto na residência da investigada quanto na clínica onde ela realizava os atendimentos. Durante a operação, os agentes apreenderam um aparelho celular e diversos documentos que serão submetidos à perícia técnica para aprofundar as provas do inquérito.
Defesa e desdobramentos da investigação
Ao ser abordada pelas autoridades durante as diligências, a suspeita alegou que a presença dos dados de outra profissional em seu carimbo teria sido fruto de um erro. A versão, contudo, é tratada com cautela pelos investigadores, que reforçam que a mulher possui formação acadêmica apenas em Farmácia, não tendo autorização legal para o exercício da medicina.
A Polícia Civil segue com as apurações para identificar se existem outras vítimas que passaram por consultas com a investigada e para verificar a extensão das práticas realizadas na clínica. Como o nome da farmacêutica não foi divulgado pelas autoridades, a reportagem não obteve contato com a defesa da profissional até o momento. O inquérito policial deve ser concluído nos próximos meses, quando será encaminhado ao Ministério Público para análise de possível oferecimento de denúncia.
O Parlamento mantém o compromisso de acompanhar o desenrolar deste caso e trazer atualizações sobre as medidas adotadas pelos órgãos de fiscalização profissional. Continue conosco para se manter informado sobre os principais acontecimentos de Goiás e do Brasil, sempre com apuração rigorosa e foco na transparência dos fatos.




