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Hugo Motta defende fim da taxa das blusinhas como medida de proteção à renda familiar

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçou nesta quinta-feira (3) o impacto positivo da suspensão da chamada “taxa das blusinhas” para o orçamento doméstico dos brasileiros. A declaração ocorre em um momento decisivo para a tramitação da Medida Provisória 1.357/2026, que visa eliminar a alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Impacto direto no orçamento das famílias

A aprovação da medida, realizada de forma unânime e simbólica na Câmara, representa um alívio para consumidores que dependem de plataformas de e-commerce global para adquirir bens de consumo básico. Segundo Hugo Motta, a decisão de retirar a cobrança é uma medida de justiça social, focada em proteger o poder de compra das camadas da população que possuem o orçamento mais restrito.

“Ao retirarmos essa cobrança, reduzimos o peso dos impostos justamente sobre quem mais precisa, sobre quem mais sente o impacto de cada real no orçamento familiar”, afirmou o parlamentar. A fala ressalta a percepção de que o acesso a produtos importados de baixo custo tornou-se uma ferramenta essencial de sobrevivência e economia para milhões de brasileiros.

Equilíbrio entre consumo e indústria nacional

Apesar da defesa do fim da taxação, o presidente da Câmara reconheceu que o tema é complexo e envolve interesses distintos. O setor produtivo e o varejo nacional têm manifestado preocupações constantes sobre a competitividade frente aos produtos estrangeiros. Hugo Motta defendeu que o poder público deve atuar como mediador, buscando um caminho que preserve o poder de compra do cidadão sem desamparar a indústria local.

O texto aprovado pela Câmara estabelece mecanismos de monitoramento rigorosos. O Ministério da Fazenda terá a responsabilidade de realizar avaliações periódicas sobre os efeitos da medida, com o primeiro relatório previsto para ocorrer em até três meses. O acompanhamento focará em indicadores cruciais como a geração de emprego, a arrecadação federal e a saúde financeira de setores sensíveis, como o de vestuário, calçados e cosméticos.

Tramitação e próximos passos no Senado

Após o aval dos deputados, a proposta segue agora para o Senado Federal. A celeridade é uma marca desta votação, visto que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a intenção de pautar o projeto de lei de conversão com urgência. Caso os senadores mantenham o texto aprovado pela Câmara, a matéria seguirá para a sanção do Poder Executivo.

A medida prevê ainda flexibilidade para o Ministério da Fazenda, permitindo a redução da tributação a zero para compras de até US$ 50 e a fixação de alíquotas de até 30% para remessas de até US$ 3 mil. O acompanhamento contínuo desses resultados será apresentado ao Congresso anualmente, garantindo que o Legislativo tenha controle sobre os desdobramentos econômicos da política de importação. Para mais detalhes sobre o andamento de pautas econômicas e decisões do Congresso Nacional, continue acompanhando a cobertura completa de O Parlamento.

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