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Aeroporto de Goiânia integra grupo internacional após transação de R$ 5,1 bilhões

O Aeroporto Internacional de Goiânia – Santa Genoveva iniciou uma nova fase em sua trajetória operacional ao ser oficialmente incorporado à estrutura do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR). A transação, avaliada em R$ 5,1 bilhões, marca a entrada estratégica da companhia mexicana no mercado brasileiro, consolidando uma mudança de controle que abrange um total de 17 aeroportos em diversas regiões do país.

Expansão e impacto no setor aéreo nacional

A aquisição, que envolve a plataforma aeroportuária anteriormente sob gestão da Motiva, posiciona a ASUR como um player de destaque na infraestrutura logística brasileira. Além da capital goiana, a operação contempla terminais estratégicos como os de Curitiba, Foz do Iguaçu, Belo Horizonte, São Luís, Palmas, Teresina, Navegantes, Londrina e Petrolina. Com essa movimentação, o grupo amplia seu portfólio global, que já contava com terminais no México, Colômbia, Porto Rico, Equador, Costa Rica e Curaçao, além de operações comerciais em grandes centros dos Estados Unidos, como Los Angeles, Nova York e Chicago.

O volume de passageiros atendido pelo conjunto de ativos adquiridos é expressivo: em 2025, os terminais movimentaram mais de 48 milhões de pessoas, conectando mais de 200 rotas regulares. Para o mercado, a chegada da ASUR representa uma aposta na robustez do setor de aviação na América Latina, buscando otimizar a eficiência operacional e a conectividade entre os países onde o grupo atua.

Continuidade operacional e transição de comando

Apesar da magnitude do negócio, a administração da ASUR enfatizou que não haverá alterações imediatas no funcionamento dos terminais. A prioridade estabelecida pelo grupo é a manutenção da estabilidade, garantindo que passageiros, empresas aéreas e parceiros logísticos continuem sendo atendidos pelos canais habituais. A preservação do quadro de cerca de mil profissionais que já atuavam nos aeroportos brasileiros foi um ponto central na estratégia de transição, visando manter o conhecimento técnico e a continuidade dos serviços.

A operação brasileira será liderada por José Formoso, que assume o cargo de CEO da ASUR Brasil. Em comunicado oficial, o executivo destacou o compromisso com a transição segura: “Nossa primeira prioridade é assegurar uma transição estável, segura e próxima das pessoas. A permanência das equipes preserva o conhecimento de cada aeroporto e garante a continuidade do atendimento”.

Contexto global e perspectivas futuras

Fundada em 1998, a ASUR consolidou-se como uma das maiores operadoras aeroportuárias das Américas. A entrada no Brasil é vista como um movimento natural de expansão, dado o potencial de crescimento do mercado doméstico. A integração do Santa Genoveva à rede internacional deve, a longo prazo, permitir a troca de boas práticas de gestão e a possível atração de novos investimentos para a infraestrutura aeroportuária local.

Para acompanhar os desdobramentos desta transição e manter-se informado sobre as principais movimentações econômicas e políticas que impactam a região e o país, continue acompanhando O Parlamento. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística aprofundada, com a credibilidade e a variedade de temas que o seu dia a dia exige. Acesse o site oficial da ASUR para mais detalhes sobre a estrutura do grupo.

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