Vereadora agredida em Minas vota após receber alta hospitalar

A participação em atos políticos e o exercício do sufrágio ganharam um contorno de resistência neste domingo (25) em Montes Claros (MG). A vereadora Iara Pimentel (PT) compareceu às urnas poucas horas depois de receber alta hospitalar, tendo sido atingida no rosto durante um ataque registrado na noite de sábado (24) contra uma carreata de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A parlamentar registrou seu voto ainda com curativo no rosto e inchaço ao redor do olho, demonstrando disposição para cumprir o dever cívico. Em declaração pública publicada em suas redes sociais, a vereadora destacou que a tentativa de intimidação não surtiu o efeito desejado pelos agressores, reafirmando sua trajetória ligada à defesa da democracia e da justiça social.
Ataque durante carreata na Avenida Sanitária
O episódio de violência ocorreu na Avenida Sanitária, quando a vereadora desfilava em um carro de som ao lado do deputado Paulo Guedes (PT-MG). De acordo com relatos reunidos pelo partido, um grupo de homens reunidos em um estabelecimento comercial passou a arremessar objetos pesados, incluindo garrafas de vidro, pedras e tijolos, contra o veículo e os manifestantes presentes no local.
O impacto de um dos objetos atingiu diretamente a parlamentar, que perdeu a consciência com a força do golpe. O socorro imediato foi acionado por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que a encaminhou para a Santa Casa de Montes Claros para a realização de exames médicos e avaliação neurológica.
Investigação federal e apuração de imagens
Diante da gravidade da ocorrência, a Polícia Federal instaurou um inquérito oficial para apurar as responsabilidades pelo ataque e identificar todos os envolvidos. O diretor-geral da corporação, Andrei Passos Rodrigues, confirmou que os investigadores já dispõem de registros em vídeo e fotografias do episódio, material que foi repassado à Superintendência de Montes Claros para subsidiar a investigação em andamento.
O caso gerou forte repercussão política e colocou em pauta a segurança durante manifestações públicas no período eleitoral, mobilizando autoridades locais e federais na cobrança por rigor na punição aos responsáveis por atos de violência contra representantes políticos e cidadãos.
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