Suspeito de manter adolescente em cárcere privado já havia alugado casa para fuga

A Polícia Civil de Goiás revelou novos detalhes sobre o caso que chocou a cidade de Anápolis, na região central do estado, envolvendo o desaparecimento de uma adolescente de 13 anos. O suspeito do crime, um jovem de 19 anos, foi preso em seu local de trabalho na última quarta-feira (9), após as autoridades confirmarem que ele mantinha a menor trancada em um imóvel abandonado, utilizando correntes e cadeados para impedir sua saída.
Planejamento detalhado e aliciamento online
As investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) apontam que o aliciamento ocorreu por meio de uma plataforma de jogos e comunicação online, o Discord. O suspeito teria convencido a vítima a abandonar o convívio familiar sob falsas promessas, incluindo a possibilidade de uma mudança para o exterior. O plano do investigado era ainda mais audacioso: a polícia descobriu que ele já havia alugado um imóvel para onde pretendia se mudar com a garota na tarde do mesmo dia em que foi detido.
O resgate e a situação da vítima
A adolescente estava desaparecida desde a madrugada da última segunda-feira (7). Antes de fugir, a jovem chegou a deixar uma carta de despedida aos familiares, na qual expressava o desejo de seguir com o suspeito, a quem acreditava estar ligada por um relacionamento amoroso. A família também relatou que, pouco antes de sair de casa, a menina realizou uma pequena transferência via Pix para a irmã, um gesto que, na visão dos investigadores, fazia parte da tentativa de romper laços com sua rotina anterior.
Após a prisão, o suspeito colaborou com as autoridades e indicou o local onde a menina era mantida em cárcere. Ao ser encontrada no imóvel abandonado, a adolescente recebeu atendimento psicológico especializado antes de ser entregue aos seus responsáveis. O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e cárcere privado, permanecendo à disposição da Justiça.
Contexto das investigações
Durante o período de buscas, a Polícia Civil chegou a seguir uma pista falsa que indicava a presença da menor no município de Araguatins, no Tocantins. A hipótese foi descartada após a identificação de que a jovem vista no local possuía características físicas semelhantes, mas não era a mesma pessoa. O foco das autoridades permaneceu em Anápolis, onde o monitoramento de possíveis locais de cativeiro foi intensificado até a localização do suspeito.
O caso serve como um alerta urgente sobre os perigos do aliciamento de menores em ambientes digitais, onde predadores utilizam promessas de afeto para manipular adolescentes. Para mais informações sobre segurança digital e acompanhamento de casos policiais em todo o país, continue acompanhando as atualizações de O Parlamento, seu portal de referência para notícias com credibilidade e contexto.
Para mais detalhes sobre o andamento do inquérito, consulte a fonte oficial em g1.globo.com.




