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Jovem confessa ter matado pai motorista da Polícia Civil em Goiás por ganância e roubo

Um crime chocante abalou a comunidade de Goiânia, em Goiás, com a confissão de um filho sobre o assassinato do próprio pai. Flávio Lorenço de Oliveira, filho do motorista da Polícia Civil João Lorenço de Oliveira, de 64 anos, foi preso após admitir ter tirado a vida do genitor. Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito declarou arrependimento, mas atribuiu o ato a um “momento de loucura” e, principalmente, à “ganância”, conforme vídeo obtido com exclusividade pela TV Anhanguera.

O caso, que inicialmente era tratado como desaparecimento, ganhou contornos de tragédia familiar e premeditação. A investigação aponta que a motivação principal para o homicídio foi o roubo e a posterior venda da caminhonete da vítima, um bem de considerável valor.

A Confissão Chocante e o Arrependimento Declarado

No depoimento que veio a público, Flávio Lorenço de Oliveira expressou remorso pelo crime. “Foi um momento de loucura, um momento de ganância, sem pensar, porque tenho muito a perder”, afirmou. Ele ressaltou sua vida pregressa, mencionando um casamento de 23 anos, a ausência de antecedentes criminais e o fato de nunca ter portado uma arma antes. O suspeito também destacou a dependência de seus três filhos, buscando contextualizar o desespero que o teria levado ao ato extremo.

A defesa de Flávio e dos demais envolvidos não foi localizada para comentar o caso até a última atualização da reportagem. Além do filho da vítima, outras cinco pessoas foram detidas sob suspeita de participação no crime, sendo quatro homens e uma mulher. Um dos suspeitos chegou a ser liberado após o pagamento de fiança.

A Trama Premeditada e a Descoberta do Corpo

O motorista João Lorenço estava desaparecido desde o sábado, 13 de junho. A angústia da família e das autoridades chegou ao fim na segunda-feira, 15 de junho, quando seu corpo foi encontrado em uma área de mata em Goiânia. A localização só foi possível após Flávio indicar o local exato onde havia abandonado o corpo. A Polícia Civil confirmou que João Lorenço foi morto com um tiro na cabeça, disparado pelo próprio filho.

O delegado responsável pelo caso, João Paulo Mendes, detalhou à TV Anhanguera que a intenção de Flávio era a “subtração patrimonial pretérita”, visando a obtenção da caminhonete Hilux. “Para subtrair essa Hilux ele acabou efetuando o disparo, já foi tudo premeditado, ele foi armado com um revólver calibre 38”, explicou o delegado, reforçando a natureza planejada do assassinato do pai.

O Relato Frio do Homicídio e o Descarte da Vítima

Em seu depoimento, Flávio descreveu com frieza os momentos que antecederam e sucederam o crime. Ele contou que foi até a casa do pai já armado. Após uma conversa, pediu que o pai fizesse um PIX, o que foi atendido. No entanto, a situação escalou quando o assunto da caminhonete surgiu. “Sobre a caminhonete, nós tivemos um atrito, ele não quis ceder de jeito nenhum”, relatou Flávio.

Diante da recusa do pai, que estava sentado e revoltado, Flávio agiu impulsivamente. “Eu sem pensar, com ele sentado na cadeira, peguei a arma e atirei na cabeça dele”, confessou. O disparo foi efetuado na lateral da cabeça da vítima. Após o homicídio, o filho enrolou o corpo em lençóis, tapetes e toalhas, arrastou-o até a caminhonete e o abandonou na área de mata onde foi posteriormente encontrado.

Evidências Cruciais e a Rede de Envolvimento no Crime

As investigações levaram os policiais à casa de Flávio, onde foram encontrados o celular da vítima quebrado e vestígios de sangue, evidências cruciais que corroboram a confissão. Além disso, um notebook, cartões bancários e a caminhonete de João Lorenço foram subtraídos. O veículo, avaliado em cerca de R$ 90 mil, teria sido repassado por R$ 50 mil, valor significativamente abaixo do mercado, indicando a urgência e a natureza ilícita da transação.

A polícia também detalhou a participação dos outros presos: um homem teria alugado a arma utilizada no crime e participado diretamente da ação. Outras três pessoas são suspeitas de receptação da caminhonete, enquanto uma sexta pessoa é investigada por supostamente tentar esconder um dos comparsas, configurando favorecimento pessoal. O caso segue em apuração para esclarecer todos os detalhes e responsabilidades. Para mais informações sobre a cobertura policial na região, acesse g1.globo.com/goias/.

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