Idosa perde quase R$ 300 mil em golpe em Goiânia
Uma idosa de 72 anos foi vítima de um prejuízo financeiro que alcançou R$ 292,7 mil após cair no tradicional golpe do bilhete premiado, na capital de Goiás. Para conseguir atender às exigências financeiras impostas pelos criminosos ao longo do esquema, a vítima recorreu a um empréstimo bancário de R$ 182 mil, agravando ainda mais a sua situação patrimonial e emocional.
O caso ganhou contornos mais claros nesta sexta-feira (6), quando três suspeitos apontados como integrantes do esquema criminoso foram alvos de mandados de prisão preventiva. A ação policial foi coordenada pelas forças de segurança estaduais com apoio operacional de equipes do Distrito Federal, evidenciando a mobilização interestadual contra esse tipo de estelionato.
A dinâmica da abordagem e o falso prêmio
De acordo com o inquérito conduzido pela Polícia Civil, a série de fraudes teve início em 5 de agosto. Na ocasião, a idosa foi abordada em vias públicas por uma mulher que simulava desespero e alegava ter sido contemplada com um bilhete de loteria de alto valor, mas que supostamente não poderia resgatar a quantia devido a impedimentos de ordem religiosa.
Logo em seguida, um segundo golpista apareceu na cena simulando ser um desconhecido. Ele endossou a veracidade da história contada pela mulher, criando um cenário de falsa credibilidade que convenceu a idosa a acreditar na promessa de divisão do suposto prêmio milionário. Movida pela ilusão do ganho fácil, a vítima realizou transferências e repasses sucessivos durante os meses de agosto e setembro.
A operação policial e as prisões
Com o avanço das investigações sobre o estelionato praticado contra pessoa idosa e a constituição de associação criminosa, a Justiça expediu ordens judiciais cumpridas durante a operação recente. Foram cumpridos três mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Os suspeitos identificados pela investigação são Alexandre Novaretti Facuri, Jéssica Santos da Silva e Weslley Rodrigues Medeiros. Segundo a apuração policial, Alexandre e Jéssica utilizavam identidades falsas para se aproximar da vítima e executar a abordagem inicial, enquanto Weslley atuava fornecendo suporte logístico para a quadrilha.
Desdobramentos e alerta contra estelionatos
As autoridades policiais informaram que as diligências continuam ativas para apurar o envolvimento dos suspeitos em outros crimes semelhantes e para identificar possíveis novas vítimas que tenham sofrido perdas financeiras para o mesmo grupo. Casos como este reforçam a necessidade de cautela redobrada da população idosa e de seus familiares diante de abordagens na rua que prometem vantagens financeiras extraordinárias.
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