Delegado denuncia cobrança de taxas para reserva de vagas na Ceasa de Goiás
Denúncia aponta cobrança por vagas reservadas na Ceasa
O delegado Humberto Teófilo, candidato a deputado federal pelo partido Novo, trouxe a público uma denúncia que tem gerado questionamentos sobre a gestão da Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO). Segundo o parlamentar, a estatal teria implementado um sistema de reserva de 100 vagas exclusivas para caminhões e carretas, com a cobrança de taxas mensais que podem chegar a R$ 1 mil por veículo.
A controvérsia ganhou corpo após a divulgação de vídeos em que um funcionário do órgão detalha o funcionamento do esquema. Conforme o relato captado na gravação, a taxa mensal seria de R$ 500 por carreta, sendo que o valor dobraria para quem desejasse reservar duas vagas lado a lado. A justificativa apresentada internamente seria a facilitação logística para concessionários que operam com grandes frotas dentro do entreposto.
Confronto e divergência de versões
Ao confrontar a diretoria da Ceasa-GO, Humberto Teófilo foi recebido com negativas. Representantes da administração estadual, sob o governo de Daniel Vilela, afirmaram que nenhum valor havia sido arrecadado e negaram a existência da cobrança. No entanto, o delegado apresentou um registro audiovisual anterior, no qual um colaborador da empresa confirmava a prática e os valores estipulados.
Durante o embate, o delegado questionou a natureza jurídica da cobrança, ironizando a falta de clareza sobre se o montante seria classificado como taxa ou tarifa. “O povo está cansado de tanta carga tributária. Tudo é pagar, pagar e pagar. Agora estacionamento reservado?”, disparou Teófilo, que defende a revogação imediata da medida administrativa que permitiu a reserva dos espaços.
Contexto e repercussão da medida
A Ceasa-GO, presidida por Geraldo Ferreira Pires Junior, o Geraldinho Pires, é um dos pontos estratégicos de distribuição de alimentos no estado. A implementação dessas vagas reservadas, segundo a denúncia, teria sido formalizada por meio de uma resolução, o que levanta debates sobre a transparência e a equidade no acesso aos espaços públicos de carga e descarga.
A denúncia ocorre em um momento de intensa movimentação política em Goiás, onde a gestão de Daniel Vilela tem sido alvo frequente de críticas por parte da oposição. O caso reacende discussões sobre o uso da máquina pública e a necessidade de fiscalização rigorosa em empresas de economia mista. Para mais informações sobre os desdobramentos desta investigação e outros temas relevantes da política estadual, continue acompanhando O Parlamento, seu portal de referência em jornalismo independente e apuração factual.
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