Polícia investiga elo entre suposta laranja do PCC e contratos milionários em Goiás
Investigação mira movimentações financeiras em contratos de saúde
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou uma operação de busca e apreensão contra a empresária Maria Luiza de Barba, apontada por investigadores como possível “laranja” de Thiago Telles Batista de Souza, conhecido como “Tom Cruise”. O foco da apuração recai sobre o suposto uso de empresas para lavagem de dinheiro proveniente da facção criminosa PCC, com ramificações que alcançam a gestão de unidades de saúde em Goiás.
Segundo as investigações, o grupo empresarial atribuído a Telles teria movimentado cifras vultosas através do Imed, uma organização social que mantém contratos para a administração de hospitais públicos goianos. Documentos apontam que empresas ligadas ao esquema receberam cerca de R$ 209 milhões via repasses do Imed, levantando questionamentos sobre a fiscalização dos recursos públicos destinados à saúde estadual.
Conexões entre gestão hospitalar e facção
O esquema investigado pela Polícia Civil de São Paulo coloca Thiago Telles como o beneficiário final de uma rede que utilizou a Mediplus e a Medic 360 para operar contratos com o poder público. A Mediplus, segundo levantamentos, teria recebido R$ 37 milhões por serviços prestados em hospitais goianos, enquanto a Medic 360, administrada por Maria Luiza de Barba, teria sido contemplada com outros R$ 34 milhões apenas em 2025.
No Tocantins, a operação policial concentrou esforços na apuração de contratos firmados para a administração de duas unidades de pronto atendimento (UPAs) em Palmas. Do montante de R$ 11,5 milhões pagos à Santa Casa de Itatiba, cerca de R$ 6,47 milhões teriam sido direcionados diretamente à Medic 360, reforçando a suspeita de interposição de pessoas jurídicas para o escoamento de verbas.
Repercussão política e eventos de pré-candidatura
Além das irregularidades financeiras, a investigação aponta para uma proximidade entre os envolvidos e o cenário político local. Relatos indicam que, em 2024, a diretoria do Imed e o próprio Thiago Telles teriam atuado na organização de um evento do Grupo Lide. Na ocasião, o governador Ronaldo Caiado utilizou o espaço para apresentar suas propostas de segurança pública e realizações de governo para uma audiência nacional.
A revelação desses vínculos gerou forte repercussão, especialmente diante da gravidade das acusações que ligam o setor de saúde pública a uma das maiores facções criminosas do país. Enquanto Thiago Telles nega qualquer relação com o PCC, as autoridades seguem analisando o fluxo financeiro das empresas envolvidas para identificar a extensão do rombo e a possível participação de agentes públicos no esquema.
Compromisso com a informação
O caso segue sob apuração rigorosa das autoridades policiais em diferentes estados, e O Parlamento continuará acompanhando os desdobramentos desta investigação. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura transparente e contextualizada sobre os temas que impactam a administração pública e a segurança do país. Para se manter informado sobre esta e outras pautas relevantes, siga acompanhando nossas atualizações diárias e aprofundadas sobre o cenário político e social brasileiro. Saiba mais sobre os desdobramentos desta investigação aqui.


