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Irmã assume cuidado de jovem autista após morte de empresária em cirurgia plástica

A morte da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, após um procedimento de cirurgia plástica em Goiânia, trouxe à tona não apenas uma investigação sobre possíveis falhas médicas, mas também um drama familiar comovente. Pouco antes de falecer, Andreia recebeu a promessa de sua irmã, Dejiane Vieira, de que o filho da empresária, um jovem de 21 anos com autismo, seria amparado e protegido.

Uma promessa de proteção e continuidade

O jovem, que também possui TDAH, dislexia e dermatite atópica, era o centro da vida de Andreia. Morando na Espanha há cerca de cinco anos, a empresária dedicava-se intensamente a buscar tratamentos especializados para as condições do filho. Segundo Dejiane, a irmã havia conseguido, por meio do governo espanhol, acesso a medicamentos de alto custo que seriam fundamentais para a qualidade de vida do rapaz.

Diante da perda repentina, Dejiane reafirmou seu compromisso com o sobrinho. “Eu prometi para ela, nos meus braços, que ia honrar ele até enquanto Deus me der forças. Vou protegê-lo, criá-lo, amá-lo e cuidar dele”, declarou a irmã. O jovem, que sente profundamente a falta da rotina que tinha na Europa, encontra agora na tia o suporte necessário para enfrentar o luto e a nova realidade.

Investigação sobre o procedimento cirúrgico

Andreia Vieira Gaspar faleceu na madrugada do dia 12 de agosto, após permanecer cerca de 10 horas no centro cirúrgico. A família relata que, durante o pós-operatório, a paciente apresentou inchaço acentuado e dificuldades respiratórias. Dejiane afirma que houve pedidos de socorro reiterados à equipe médica antes que a empresária sofresse uma parada cardiorrespiratória fatal.

O caso está sob análise do Ministério Público de Goiás (MP-GO), que solicitou a abertura de um inquérito policial para apurar a possível prática de homicídio culposo. A busca por respostas sobre o que ocorreu dentro da unidade hospitalar tornou-se a prioridade da família, que busca justiça diante da tragédia.

Posicionamentos das partes envolvidas

O médico responsável pela cirurgia, Lessandro Martins, manifestou-se por meio de nota, lamentando o falecimento e solidarizando-se com a família. O profissional ressaltou que não comentará detalhes clínicos ou exames, citando o sigilo médico, mas afirmou que colaborará integralmente com as autoridades competentes. A defesa do médico expressou confiança de que a investigação demonstrará a correção da assistência prestada.

Por sua vez, o Hospital Ankar informou que a paciente recebeu atendimento de emergência imediato e que todos os registros do caso estão documentados em prontuário. A unidade destacou que os exames pré-operatórios foram realizados externamente e que permanece à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas através da cobertura do g1 Goiás.

O Parlamento segue acompanhando o desenrolar das investigações e os desdobramentos deste caso, mantendo o compromisso com a informação precisa e contextualizada. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas de relevância social.

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