Advogada é presa suspeita de planejar assassinato do marido por seguro de R$ 1 milhão

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás culminou na prisão de uma advogada de 47 anos, suspeita de arquitetar o assassinato de seu marido, o biomédico e empresário Aurélio Campos de Oliveira. O crime, que chocou a cidade de Goiatuba, no sul do estado, teria como motivação principal o recebimento de uma apólice de seguro de vida avaliada em R$ 1 milhão, da qual a mulher era a única beneficiária.
Além da esposa da vítima, outros dois homens, de 27 e 30 anos, foram detidos sob a acusação de participação direta na execução. O caso, que envolve requintes de crueldade e planejamento minucioso, revela uma trama de traição e ganância que culminou na morte do empresário no dia 30 de abril.
Dinâmica do crime e a participação dos suspeitos
Segundo o delegado Patrick Carniel, responsável pelas investigações, o crime foi precedido por uma série de ações calculadas. A vítima teria sido dopada com uma substância de uso veterinário antes de ser morta. Na noite do homicídio, por volta das 21h40, a suspeita teria gravado um vídeo do marido desacordado e enviado aos comparsas, que eram seus clientes na advocacia.
A execução ocorreu enquanto a mulher levava a filha, fruto de outro relacionamento, a uma unidade de saúde, criando um álibi para o momento do crime. Os dois homens teriam ingressado na residência e assassinado Aurélio com pauladas no rosto e um disparo de espingarda. O corpo foi posteriormente transportado para uma zona rural de difícil acesso em um veículo alugado em nome da própria vítima. A investigação aponta que, após o ato, os executores chegaram a frequentar um bar, onde a conta foi paga pela mandante.
Planejamento e evidências coletadas pela polícia
A Polícia Civil reuniu um conjunto de provas que indicam a premeditação do homicídio. Entre os elementos levantados, destacam-se pesquisas realizadas pela suspeita na internet sobre efeitos de plantas tóxicas e substâncias venenosas. Além disso, a contratação do seguro de vida de R$ 1 milhão ocorreu apenas quatro meses antes do crime, o que levantou suspeitas imediatas das autoridades.
Outro ponto que reforça a tese de premeditação foi a adoção da filha da advogada pelo empresário, concretizada pouco tempo antes do assassinato. Após a retirada do corpo da residência, a mulher teria retornado ao local na madrugada do dia 1º de maio para fotografar o ambiente e orientar os comparsas sobre como ocultar os vestígios da execução. O desaparecimento de Aurélio só foi notificado às autoridades na manhã seguinte, por volta das 6h.
Como as identidades dos envolvidos não foram divulgadas, não foi possível localizar as defesas dos suspeitos para comentar as acusações. O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Goiás, que busca esclarecer todos os detalhes da participação de cada envolvido no crime.
O Parlamento mantém o compromisso de acompanhar os desdobramentos deste caso e trazer informações apuradas sobre os próximos passos do processo judicial. Continue conosco para se manter atualizado sobre temas relevantes, segurança pública e os fatos que impactam a sociedade brasileira.




