Empresário é preso após atirar em ex-funcionário por causa de dívida trabalhista em Goiânia

Um desentendimento motivado por uma disputa judicial de natureza trabalhista terminou em violência armada no Setor Aeroporto, em Goiânia. O empresário Miramar dos Santos Rocha foi preso em flagrante pela Polícia Militar suspeito de efetuar disparos contra um ex-funcionário de seu estabelecimento, um lava-jato. O caso, que chocou a comunidade local, traz à tona a tensão em torno de acordos judiciais e o uso de armas de fogo para resolver conflitos interpessoais.
O desdobramento da disputa judicial
O conflito teve como estopim uma indenização trabalhista fixada em R$ 12 mil. O valor foi definido em uma audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com o pagamento estipulado em 19 parcelas, programadas para ocorrer entre setembro de 2026 e março de 2028. A tentativa de homicídio ocorreu na manhã desta sexta-feira (28), após um encontro entre as partes envolvidas.
Segundo informações da Polícia Militar, o empresário teria abordado o ex-funcionário na rua, entre a residência da vítima e o local de trabalho, efetuando dois disparos que atingiram o quadril e o ombro do homem. A vítima foi socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar. Embora detalhes específicos sobre o estado de saúde não tenham sido divulgados, as autoridades confirmaram que ele passou por atendimento médico.
Ação policial e confissão
Após o crime, a equipe da Polícia Militar iniciou diligências e localizou o veículo do suspeito na garagem da casa de uma irmã, situada no Setor Jardim América. Durante a abordagem, Miramar dos Santos Rocha confessou a autoria dos disparos. A arma utilizada na ação foi encontrada escondida dentro de um cesto de roupas sujas na residência.
O tenente João Márcio Corinto, em entrevista à TV Anhanguera, destacou que o empresário já possui antecedentes criminais por disparo de arma de fogo em via pública. O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias exatas do encontro e a motivação alegada pelo autor.
Alegações de defesa e o clima de tensão
Ao ser conduzido à Central de Flagrantes, o empresário apresentou sua versão dos fatos, alegando ter agido em legítima defesa. Miramar afirmou que vinha sofrendo coações por parte do ex-funcionário durante a última semana. Segundo ele, o conflito teria escalado devido a ameaças que, conforme relatou à imprensa, estariam ligadas a supostas associações criminosas da vítima.
“Eu vim me defender, a semana toda coagido. Eu ia pagar tudo certinho”, declarou o empresário ao chegar à delegacia. A defesa do suspeito reforça que a intenção era cumprir o acordo judicial estabelecido pelo TRT. O caso serve como um alerta sobre a necessidade de mediação institucional em conflitos trabalhistas, evitando que disputas financeiras escalem para episódios de violência extrema.
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