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Suspeito de matar fazendeiro carbonizado em Caturaí é preso novamente

Investigação aponta furto de gado como motivação do crime

A Polícia Civil de Goiás efetuou, nesta segunda-feira (10), a segunda prisão de André de Oliveira Souza, principal suspeito de envolvimento na morte do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado dentro de sua própria caminhonete na zona rural de Caturaí, na Região Metropolitana de Goiânia, no dia 4 de agosto.

Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Thiago Escandorelho, a motivação do crime estaria ligada a um flagrante de furto de gado. A suspeita é de que o fazendeiro tenha surpreendido o autor durante a ação criminosa em sua propriedade. Para evitar a denúncia e garantir a impunidade, o suspeito teria cometido o homicídio e, posteriormente, incinerado o veículo com a vítima em seu interior.

Relembre o caso e a dinâmica da prisão

O crime gerou grande comoção na região após o desaparecimento de Cleuber Parreira da Silva, que havia saído de Goiânia em direção ao seu sítio. O corpo foi localizado apenas na tarde do dia seguinte. O suspeito, que atuava como caseiro em uma propriedade vizinha, teve seu veículo identificado próximo ao local onde a caminhonete foi encontrada.

Após uma primeira detenção na semana passada, a Justiça havia concedido a liberdade provisória ao investigado, sob a condição de uso de tornozeleira eletrônica, devido ao encerramento do prazo legal de flagrante. No entanto, a nova ordem judicial determinou a prisão preventiva de André de Oliveira Souza por 30 dias. A captura ocorreu em uma residência em Aparecida de Goiânia, onde o suspeito estava escondido na casa de um primo.

Defesa contesta autoria e aponta falhas na investigação

A defesa do acusado, representada pelo advogado Leonardo Kennedy, nega veementemente as acusações. Em nota oficial, os advogados afirmam que os depoimentos colhidos nos autos descrevem um indivíduo com características físicas incompatíveis com as de André. Segundo a defesa, o suspeito teria apenas emprestado seu veículo a um terceiro, uma prática que alegam ser comum entre moradores da zona rural.

O comunicado da defesa ainda critica o trabalho policial, classificando a investigação como “falha” e argumentando que a busca por uma resposta rápida à sociedade teria levado ao erro na identificação do culpado. Os advogados reiteram que o acusado não possui as características físicas mencionadas por testemunhas e que ele estaria trabalhando em outro local no momento do crime.

Impacto social e busca por justiça

A brutalidade do caso mobilizou a família da vítima, que clama por uma solução definitiva para o crime. Em entrevista, a viúva Gleide Rosa expressou sua indignação e o desejo de que os responsáveis sejam punidos. “Vou lutar por justiça, nem que seja a última coisa que eu possa fazer”, declarou, classificando o episódio como um ato de extrema covardia contra um trabalhador rural.

O caso segue sob apuração das autoridades policiais de Goiás, que buscam consolidar as provas contra o suspeito. Para mais informações sobre este e outros desdobramentos de casos policiais em todo o país, continue acompanhando o portal O Parlamento, seu compromisso diário com a informação apurada, transparente e de qualidade.

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