Novas pesquisas indicam alta rejeição a Marconi Perillo na corrida pelo governo de Goiás

Duas das mais recentes e relevantes pesquisas eleitorais sobre a disputa pelo governo de Goiás, realizadas pelos institutos Quaest e Real Time Big Data, trouxeram um dado significativo para a análise do cenário político local: o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) figura como o candidato com os maiores índices de rejeição. Os levantamentos, divulgados em sequência, apontam que a parcela do eleitorado que declara não votar no tucano ultrapassa a marca dos 40%, um patamar que pode ser decisivo nas estratégias para as eleições de 2026.
A rejeição, um indicador crucial na política, mede a parcela de eleitores que, mesmo conhecendo um candidato, não votaria nele de forma alguma. Para Perillo, um nome com longa trajetória e reconhecimento no estado, esses números acendem um alerta sobre a percepção pública e os desafios que ele enfrentará na busca por um novo mandato.
Rejeição a Marconi Perillo: metodologias distintas, resultados convergentes
Os dois institutos de pesquisa, embora com abordagens metodológicas diferentes, chegaram a conclusões similares sobre a alta rejeição de Marconi Perillo. A pesquisa Quaest, divulgada pela TV Anhanguera em 27 de agosto, apontou que 49% dos entrevistados que conhecem o ex-governador afirmaram que não votariam nele. Em contrapartida, 38% considerariam votar no tucano, enquanto 13% disseram não conhecê-lo. Este levantamento entrevistou 804 eleitores presencialmente entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-06186/2026.
Já a pesquisa Real Time Big Data, publicada em 28 de agosto, aferiu a rejeição de Marconi Perillo em 42%. Este instituto permite que os entrevistados apontem rejeição a mais de um nome, o que pode influenciar os percentuais em comparação com a Quaest, que mede conhecimento, potencial de voto e rejeição de cada candidato de forma mais individualizada. O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre 24 e 27 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais, e seu registro no TSE é GO-00954/2026.
Apesar das diferenças nas metodologias, a convergência dos resultados em torno da alta rejeição de Perillo reforça a percepção de que este é um fator consolidado no cenário eleitoral goiano. Para outros nomes na disputa, os índices de rejeição também são relevantes. Daniel Vilela (MDB), por exemplo, registrou 23% de rejeição na Quaest e 29% no Real Time Big Data. Wilder Morais (PL) aparece com 37% no Real Time, seguido por Luis Cesar Bueno (PT) com 33%, Danilo Pinheiro (PCO) com 24% e Luciana Amorim (UP) com 18%.
O peso da rejeição na estratégia eleitoral para 2026
A rejeição eleitoral é um componente estratégico que pode inviabilizar candidaturas, mesmo aquelas que desfrutam de algum reconhecimento ou intenção de voto. Para candidatos com alta rejeição, o desafio é duplo: não apenas conquistar novos eleitores, mas também reverter a percepção negativa de uma parcela significativa do eleitorado. Isso exige campanhas focadas na desconstrução de narrativas desfavoráveis e na apresentação de propostas que possam superar as resistências existentes.
No contexto goiano, onde Marconi Perillo já ocupou o cargo de governador por quatro mandatos, a alta rejeição pode estar ligada a diversos fatores, desde desgastes naturais de longos períodos no poder até eventos específicos de suas gestões passadas. A capacidade de um candidato de superar esses índices será um dos grandes termômetros para o sucesso nas urnas em 2026. A campanha terá de trabalhar intensamente para mitigar essa percepção negativa, buscando reconectar-se com os eleitores e apresentar uma nova roupagem para sua proposta política.
O cenário eleitoral em Goiás, portanto, se mostra complexo e dinâmico, com a rejeição desempenhando um papel fundamental na definição das chances dos postulantes ao Palácio das Esmeraldas. Acompanhar a evolução desses números e as estratégias adotadas pelos candidatos será essencial para entender os rumos da política estadual nos próximos anos.
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