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Zema justifica entrada com celular na cabine de votação em Araxá

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), protagonizou um episódio de repercussão eleitoral neste domingo (4) ao ingressar na cabine de votação portando um aparelho celular. O caso ocorreu na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, cidade do interior mineiro. O registro do governador com o dispositivo em mãos gerou questionamentos sobre o cumprimento das normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito de 2026.

A justificativa do governador sobre o episódio

Ao ser abordado pela imprensa após o ato, Zema afirmou que não houve uma orientação prévia por parte dos mesários para que ele deixasse o aparelho antes de acessar a urna. Segundo o governador, o uso constante do telefone em sua rotina diária fez com que ele entrasse na cabine sem notar a presença do objeto. “Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase que como se fosse um dedo, né? E ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente”, declarou.

O governador enfatizou que, caso tivesse sido alertado pelos responsáveis pela seção eleitoral, teria entregue o dispositivo prontamente. Ele negou categoricamente ter utilizado o aparelho para registrar o voto ou qualquer outra finalidade irregular. “Não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo”, complementou.

Regras do TSE e o sigilo do voto

A legislação eleitoral brasileira é rigorosa quanto ao uso de dispositivos eletrônicos no momento do voto. A Resolução 23.759/2026 determina que celulares, câmeras e qualquer equipamento capaz de captar imagens devem ser deixados sob a guarda da mesa receptora antes que o eleitor entre na cabine. A medida visa garantir o sigilo do voto e coibir práticas como a compra de votos, onde o eleitor poderia ser coagido a comprovar sua escolha através de uma fotografia.

A norma estabelece que o eleitor é o principal responsável por depositar o aparelho no local indicado. Caso haja recusa na entrega do dispositivo, o cidadão pode ser impedido de votar, e a situação deve ser obrigatoriamente registrada em ata pelos mesários. Embora o uso do celular seja permitido para a apresentação do e-Título na identificação do eleitor, o equipamento deve ser obrigatoriamente deixado fora da cabine no momento em que o eleitor se dirige à urna eletrônica.

Contexto e esclarecimentos sobre a “colinha”

Além de negar o uso do celular para fotos, Zema também esclareceu que não utilizou o aparelho como “colinha” para conferir os números de seus candidatos. O governador afirmou que portava as anotações necessárias em um papel, método tradicional utilizado por muitos eleitores. Ele sugeriu, inclusive, que as imagens do local poderiam comprovar que ele não manuseou o celular enquanto estava diante da urna.

O episódio reforça a importância da atenção dos eleitores às orientações dos mesários e às regras vigentes, que buscam assegurar a integridade do processo democrático. O portal O Parlamento continua acompanhando a apuração das eleições em todo o país, trazendo informações atualizadas, análises contextuais e o desdobramento dos principais fatos que marcam o pleito. Acompanhe nossa cobertura completa para se manter informado com credibilidade e transparência.

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