Hugo Motta celebra avanço de PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado

O debate sobre a jornada de trabalho no Brasil ganhou um novo capítulo decisivo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou otimismo na noite desta sexta-feira (2) após o anúncio de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 será levada ao Plenário do Senado Federal. A medida, que busca alterar a dinâmica laboral no país, é vista por parlamentares como um passo fundamental para a modernização das relações de emprego.
Tramitação e expectativas no Senado
A decisão de pautar a matéria partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que agendou a primeira sessão de discussão para a próxima terça-feira (6). O cronograma prevê ainda sessões deliberativas para quarta (7) e quinta-feira (8), logo após o primeiro turno das eleições. A celeridade no processo é um ponto central para os defensores da proposta, que buscam consolidar a mudança na legislação trabalhista ainda neste período legislativo.
A proposta, identificada como PEC 221/2019, já percorreu um longo caminho. Após ser aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, o texto recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. Para que a alteração seja efetivada, o texto precisa ser aprovado em dois turnos no Plenário, alcançando o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores.
Impactos na jornada e qualidade de vida
A proposta central da PEC é a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, garantindo ao trabalhador dois dias de descanso remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos. O texto estabelece explicitamente a proibição de redução salarial, um ponto que gera segurança jurídica para os empregados. A implementação da medida, caso aprovada, ocorrerá de forma gradual, permitindo que o mercado se adapte ao novo cenário.
Segundo o cronograma previsto, a primeira redução da jornada, de 44 para 42 horas, ocorreria dois meses após a promulgação da emenda. Após um intervalo de um ano, a jornada seria reduzida para o limite final de 40 horas semanais. Para o presidente da Câmara, essa mudança representa um avanço histórico, comparável a conquistas como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o 13º salário, focando diretamente na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.
Desafios legislativos e ritos regimentais
O rito de votação de uma PEC é rigoroso. O regimento interno do Senado exige cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e outras três antes do segundo turno. Contudo, existe a possibilidade de aprovação de um calendário especial para abreviar esses prazos, caso haja consenso entre as lideranças partidárias. A expectativa é que o debate no Plenário seja intenso, refletindo diferentes visões sobre o impacto econômico e social da medida.
Caso o Senado aprove o texto sem alterações em relação ao que foi deliberado pelos deputados, a proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional. Qualquer mudança substancial no conteúdo, por outro lado, obrigaria o texto a retornar para uma nova análise na Câmara dos Deputados. O acompanhamento detalhado de todas as etapas do processo legislativo pode ser feito através de fontes oficiais, como o Portal do Congresso Nacional.
O Parlamento segue atento aos desdobramentos desta pauta, que impacta diretamente milhões de trabalhadores brasileiros. Continue acompanhando nossa cobertura para se manter informado sobre as decisões que moldam o futuro do país e as principais movimentações políticas em Brasília.



