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Policial militar é condenado a 30 anos de prisão por homicídios em Anápolis

O Tribunal do Júri de Anápolis proferiu uma nova sentença condenatória contra o policial militar Thiago Marcelino Machado. Desta vez, o agente foi sentenciado a 14 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de Lucas Eduardo de Lima Dutra. O crime ocorreu em maio de 2023, no bairro Vila Operária, onde a vítima foi executada a tiros em um terreno baldio.

Detalhes do julgamento e absolvições

Durante a sessão, o conselho de sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime atribuídas a Thiago Marcelino, qualificando o homicídio por motivo torpe e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O julgamento também analisou a conduta de outros dois policiais militares, Isac Fernando Bastos Sousa e Denilson de Oliveira Custódio, que figuravam como corréus no mesmo processo. No entanto, os jurados decidiram pela absolvição de ambos, por não reconhecerem a participação deles no delito.

Histórico de condenações e perda de cargo

Esta é a segunda condenação de Thiago Marcelino em um curto intervalo de tempo. Em julho, o militar já havia recebido uma pena de 16 anos e quatro meses pelo homicídio de Guilherme Vieira Camilo, ocorrido em 2014. Aquele caso foi desdobramento da Operação Malavita, que investigou grupos de extermínio no estado. Com a nova sentença, o somatório das penas do policial alcança 30 anos e quatro meses de reclusão.

Em ambos os vereditos, o Poder Judiciário determinou a perda do cargo público. No caso mais recente, a efetivação do desligamento da corporação deverá ocorrer após o trânsito em julgado da sentença. O cumprimento definitivo da pena será definido pela Vara de Execuções Penais, que avaliará a progressão de regime conforme as normas do Código Penal brasileiro.

Conexão com o Caso Escobar

Além das condenações por homicídio, Thiago Marcelino permanece como réu em um dos processos mais emblemáticos do estado: o Caso Fábio Escobar. A vítima, que era ex-coordenador de campanha do governador Ronaldo Caiado, foi morta em 2021 após realizar denúncias públicas sobre esquemas de corrupção envolvendo a campanha eleitoral e a gestão governamental. O desenrolar desses processos judiciais é acompanhado de perto pela sociedade civil e por órgãos de controle, dada a gravidade das acusações que envolvem agentes da segurança pública.

O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos dos processos judiciais que envolvem figuras públicas e agentes do Estado. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, mantendo o rigor jornalístico necessário para a compreensão de temas complexos. Continue conectado ao nosso portal para atualizações sobre este e outros casos de relevância nacional.

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