Pesquisa aponta empate técnico entre Lula e Flávio na véspera da votação

A disputa pela presidência da República chega ao seu momento mais decisivo com um cenário de acirramento extremo nas urnas. Divulgada neste sábado (24), uma pesquisa do Instituto Colectta, encomendada pelo Brazil Economy, coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados na reta final do pleito, refletindo a polarização política que marca o país.
O levantamento capta o pulso do eleitorado em um instante de definições consolidadas e forte mobilização nacional. Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os números revelam que cada movimentação na reta final pode ser determinante para o resultado definitivo.
votos válidos e intenções na reta final
No recorte de votos válidos, o presidente Lula aparece com 50,3%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 49,7%. A diferença de apenas 0,6 ponto percentual caracteriza formalmente um empate técnico, segundo os parâmetros estatísticos adotados pelo Instituto Colectta na apuração realizada na sexta-feira (23).
Quando considerada a intenção de voto estimulada, que engloba eleitores indecisos e aqueles que pretendem votar em branco ou anular, Lula pontua 46,5%, ao passo que o senador soma 46%. Os eleitores que optam por anular ou votar em branco representam 4,4%, enquanto os que não souberam ou não responderam totalizam 3,1% do total ouvido.
expectativa de vitória e convicção do eleitor
Apesar da proximidade nos percentuais de voto, a percepção sobre o desfecho da eleição apresenta nuances distintas entre os apoiadores de cada candidatura. Para 50,3% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro será o próximo presidente da República, ao passo que 39,7% apostam na condução de Lula à reeleição, com 9,7% sem palpite formado.
A fidelidade partidária e ideológica demonstra alto grau de consolidação nesta fase da disputa. Entre os eleitores que declaram voto em um dos dois nomes, 94,8% afirmam que a decisão é definitiva, restando apenas uma margem reduzida de 4,9% disposta a rever a escolha até domingo (25).
prioridades e transferência de apoios
A pesquisa também detalha as principais preocupações do eleitorado brasileiro, mostrando que temas como segurança pública, citada por 17,9%, e saúde, apontada por 16,6%, guiam grande parte das motivações nas urnas. A economia e a corrupção também figuram entre os tópicos centrais que dividem as preferências dos eleitores entre os dois projetos políticos em disputa.
No campo das alianças e da migração de votos oriundos de candidatos derrotados no primeiro turno, o cenário aponta vantagens pontuais dependendo do perfil do eleitor. Enquanto o voto daqueles que se absteram no primeiro turno favorece numericamente o atual presidente, outras frentes apresentam divisões expressivas que mantêm o suspense sobre o resultado final.
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