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O enigma do 8º andar: desvendando os segredos do Edifício Parthenon Center em Goiânia

No coração do Centro de Goiânia, um dos edifícios mais emblemáticos da capital goiana, o Edifício Parthenon Center, guarda uma peculiaridade que intriga moradores e visitantes há décadas: a ausência do oitavo andar nos painéis dos elevadores. Recentemente, um vídeo da publicitária Mariana Alves Tavares, de 20 anos, viralizou nas redes sociais, reacendendo o debate e a curiosidade sobre esse mistério arquitetônico que envolve a estrutura, inaugurada em 1976.

As lendas urbanas que circundam o prédio são muitas, algumas delas mencionando incidentes macabros ou crimes que teriam levado ao fechamento do suposto pavimento. No entanto, a realidade por trás dessa ausência é muito mais técnica e menos fantasiosa, revelando detalhes fascinantes sobre o projeto e a engenharia do edifício.

O enigma do oitavo pavimento: entre lendas e a realidade estrutural

A primeira vista, a sequência numérica dos elevadores do Parthenon Center salta do sétimo para o nono andar, alimentando a imaginação popular. Contudo, um funcionário do prédio, que preferiu não se identificar, esclareceu que o oitavo pavimento não está de fato “perdido” ou “fechado”. Ele simplesmente não é acessível por elevador, mas consta nos documentos de registro do edifício junto à Prefeitura de Goiânia como uma laje normal.

Essa peculiaridade é explicada pela engenharia moderna. O engenheiro Jefferson Rosa Mendes detalha que, em edifícios de grande porte ou de uso misto, é comum a existência de um andar técnico. Este espaço é projetado para abrigar infraestruturas essenciais, como reservatórios de água intermediários, centrais de ar-condicionado, subestações elétricas, bombas hidráulicas ou shafts de ventilação pesada. Assim, o oitavo andar do Parthenon Center cumpre essa função vital de sustentação e suporte técnico, sem ser um pavimento de acesso público ou comercial.

Um marco arquitetônico brutalista no coração de Goiânia

Para compreender plenamente o Edifício Parthenon Center, é fundamental mergulhar em sua concepção arquitetônica. Inaugurado em 1976, o prédio foi um pioneiro em Goiânia ao incorporar um estacionamento rotativo, que ocupa os primeiros sete pavimentos, além de uma galeria comercial no térreo. Esse design inovador, com rampas em espiral, foi um diferencial para a época, permitindo uma circulação eficiente de veículos.

O projeto, assinado pelo arquiteto Antônio Lúcio Ferrari Pinheiro, é um notável exemplo da arquitetura brutalista, caracterizada pelo uso de concreto exposto e uma estética robusta. Acima do sétimo andar, onde o estacionamento termina, a estrutura do prédio muda, passando de um formato arredondado para uma torre laminar, que abriga salas de escritórios e culmina em um terraço jardim. Essa transição não é apenas estética; o design vertical e as aberturas do estacionamento são pensados para garantir aeração e iluminação naturais, elementos cruciais para a funcionalidade e o conforto do edifício.

Da antiga feira ao centro cultural: a história viva do Parthenon

A relevância do Edifício Parthenon Center transcende sua arquitetura e engenharia. Construído sobre o terreno do antigo Mercado Municipal de Goiânia, o prédio é um elo com a história urbana da capital. Segundo o escritor e pesquisador Ubirajara Galli, o local abrigou um restaurante de comidas típicas e um espaço cultural ativo nos anos 90, conhecido pelo projeto “Segunda Aberta”, que promovia a mescla de poesia e música com artistas goianos.

A publicitária Mariana Alves Tavares, em seu vídeo, expressa o desejo de resgatar e valorizar a história de Goiânia e, em particular, do Centro. Ela destaca que, apesar de sua imponência, o Parthenon Center é “um pouco esquecido”, e que a divulgação de sua história é o primeiro passo para que as novas gerações reconheçam e preservem seu valor cultural e arquitetônico. O prédio, localizado na Rua 4, número 515, no Setor Central, continua funcionando com salas comerciais ativas, mantendo-se como um marco vivo da cidade.

Reconhecimento e o futuro de um ícone urbano

O Edifício Parthenon Center é mais do que uma estrutura de concreto; é um pedaço da memória e do desenvolvimento de Goiânia. Sua arquitetura arrojada para a época, sua função como polo comercial e cultural, e até mesmo o “mistério” de seu oitavo andar, contribuem para sua identidade única. A iniciativa de Mariana Tavares e a curiosidade do público demonstram que há um interesse genuíno em desvendar as camadas de história que compõem a paisagem urbana.

A valorização de edifícios como o Parthenon Center é crucial para a preservação da identidade de uma cidade. Ao entender sua história e sua importância, as novas gerações podem se conectar com o passado e garantir que esses marcos continuem a inspirar e a contar suas histórias. Para mais informações sobre a história e a cultura de Goiás, clique aqui e acompanhe as notícias do estado.

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