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Polícia revela transferências a parentes em desvio de R$ 200 mil por funcionária presa em Goiânia

A Polícia Civil de Goiás revelou novos detalhes sobre o caso da funcionária presa em flagrante, suspeita de desviar cerca de R$ 200 mil de uma empresa em Goiânia. As investigações apontam que a mulher realizou transferências via PIX para contas de seus próprios parentes, além de utilizar indevidamente o cartão corporativo da companhia para compras pessoais, incluindo passagens aéreas.

O episódio, que veio à tona após denúncia da própria empresa, a Âmbro, levanta questões sobre a confiança nas relações de trabalho e a vigilância interna nas organizações. A suspeita, cuja defesa busca a liberdade provisória, é investigada por furto qualificado, enquanto a empresária proprietária da loja expressa profunda consternação com a situação.

Detalhes da Fraude e o Desvio

De acordo com Gilsara Lourenço, advogada da Âmbro, a funcionária teria desviado R$ 137 mil diretamente para contas de seus pais por meio de transferências PIX. Além disso, ela é acusada de usar o cartão da loja de roupas para parcelar R$ 68 mil em diversas compras, totalizando um prejuízo estimado em R$ 200 mil para a empresa.

A apuração policial, iniciada após a própria Âmbro identificar movimentações financeiras suspeitas, busca agora não apenas a recuperação dos valores, mas também a possível participação de outras pessoas no esquema. A complexidade do desvio, que envolveu diferentes modalidades de transação, sugere um planejamento prévio e uma quebra significativa de confiança.

A Prisão e a Tentativa de Viagem

A prisão da funcionária ocorreu em 3 de junho, em flagrante, poucas horas antes de ela embarcar em um voo para o Rio de Janeiro. A Polícia Civil agiu rapidamente, intensificando as diligências ao tomar conhecimento da viagem, diante da possibilidade de fuga da suspeita e para garantir a integridade da investigação.

Contudo, a defesa da mulher, representada pela advogada Daniele Santos, contesta a tese de fuga. Segundo a advogada, a passagem aérea havia sido comprada antes de qualquer intervenção policial, e a viagem seria a passeio, programada para o feriado de 4 de junho. A defesa argumenta que a cliente é primária, possui bons antecedentes e não representa risco para a investigação, buscando a liberdade provisória.

O Impacto Emocional e a Repercussão

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a empresária Júlia Galvão, proprietária da Âmbro, se pronunciar publicamente. Em um depoimento emocionado, Júlia revelou que os desvios ocorreram em um momento de extrema vulnerabilidade pessoal, enquanto ela cuidava de sua avó em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

A empresária descreveu o ocorrido como “a maior rasteira” de sua vida, destacando a quebra de confiança por parte de uma pessoa que considerava de sua “mais alta confiança” e que esteve presente em seu casamento. “Esse rombo estava acontecendo enquanto eu estava em uma UTI, tentando salvar a vida da minha avó e isso tudo veio como uma avalanche”, relatou Júlia, enfatizando o impacto não apenas financeiro, mas também psicológico e moral sobre ela e sua família.

A fala de Júlia ressoa com muitos empreendedores que enfrentam desafios semelhantes, onde a lealdade de colaboradores é posta à prova, e a necessidade de resiliência se torna fundamental para a continuidade dos negócios. Ela reforçou seu compromisso com a empresa e com as famílias que dela dependem.

Ponderações da Defesa e da Empresa

A defesa da funcionária, por sua vez, informou que está adotando todas as medidas judiciais cabíveis para esclarecer os fatos e restabelecer a liberdade da cliente. A advogada Daniele Santos sublinha que a suspeita é primária, possui bons antecedentes e não cometeu crimes anteriores, além de colaborar com as autoridades e ter plenos vínculos com o distrito da culpa, o que, segundo ela, dispensaria a prisão cautelar. Ao g1, a defesa confirmou o pedido de habeas corpus.

A defesa também criticou a divulgação da imagem da acusada e a caracterização do caso como um “rombo milionário”, argumentando que R$ 200 mil, embora um valor significativo, não se enquadra nessa definição. Reforça-se a presunção de inocência, uma vez que o inquérito policial ainda está em andamento e não há denúncia formal por parte do Ministério Público.

Em nota oficial, a Âmbro confirmou a identificação de desvios de recursos financeiros por uma ex-colaboradora, por meio de transferências e pagamentos não autorizados para despesas pessoais. A empresa assegura que todas as medidas administrativas e legais foram tomadas, incluindo o registro de boletim de ocorrência e o encaminhamento de ampla documentação e registros financeiros às autoridades. A Âmbro reafirma seu compromisso com a ética e a transparência, garantindo que a operação segue normalmente, sem impactos para clientes, parceiros e fornecedores.

Este caso de desvio em Goiânia, que envolve confiança e responsabilidade no ambiente corporativo, continua sob investigação e promete novos desdobramentos. Para acompanhar as atualizações sobre este e outros temas relevantes que impactam a sociedade, continue conectado a O Parlamento. Nosso compromisso é com a informação relevante, atual e contextualizada, oferecendo uma leitura aprofundada dos fatos que moldam o cenário local, regional e nacional.

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