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Justiça condena Johnatan Rodrigues Barbosa a 38 anos pelo feminicídio de Cleidslane de Oliveira

A Justiça de Goiás proferiu uma sentença de 38 anos e quatro meses de reclusão contra Johnatan Rodrigues Barbosa. O réu foi considerado culpado pelo feminicídio de sua ex-companheira, Cleidslane Henrique de Oliveira, de 41 anos, em um crime que chocou a capital goiana. O caso ocorreu no Bosque dos Buritis, localizado no Setor Oeste, em novembro de 2025.

Detalhes da sentença e fundamentação judicial

O julgamento, conduzido pelo juiz Lourival Machado da Costa, consolidou a tese de que o crime foi motivado pela incapacidade do réu em aceitar o término do relacionamento, que durou cerca de oito meses. A dosimetria da pena considerou a gravidade das circunstâncias, incluindo o motivo torpe e a impossibilidade de defesa da vítima, que foi surpreendida no local de trabalho.

Em sua decisão, o magistrado destacou a frieza da ação. “As circunstâncias do crime enfatizam que a conduta do réu foi praticada sem qualquer pejo, ao se dirigir ao local de trabalho da vítima e, dissimuladamente, golpeá-la com a faca”, afirmou o juiz. O magistrado também ressaltou o impacto social do crime, mencionando que a vítima deixou um filho menor que dependia de seu sustento.

Dinâmica do crime e investigação policial

As investigações conduzidas pela Polícia Civil revelaram que Johnatan esperou a vítima por mais de duas horas antes de desferir o golpe fatal no tórax. O homem foi detido em flagrante logo após o ataque, sendo abordado por agentes da Polícia Militar enquanto ainda apresentava manchas de sangue em suas vestes e no corpo.

A delegada Gabriela Adas, responsável pelas investigações, traçou um perfil comportamental do autor durante o inquérito. Segundo a autoridade policial, o réu demonstrava um comportamento possessivo e ciumento, além de não arcar com as despesas domésticas. Na época da prisão, foi constatado que Johnatan utilizava tornozeleira eletrônica e que ambos possuíam registros criminais anteriores por tráfico de drogas.

O combate ao feminicídio em Goiás

O caso reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e familiar. Dados da Polícia Civil de Goiás apontam que o monitoramento de agressores e a celeridade no julgamento de crimes contra a vida de mulheres são pilares fundamentais para coibir a reincidência e garantir a proteção das vítimas. O feminicídio, tipificado como crime hediondo, continua sendo um desafio persistente para as forças de segurança e para o sistema judiciário brasileiro.

A defesa de Johnatan Rodrigues Barbosa não foi localizada para comentar a decisão até o fechamento desta edição. O portal O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos judiciais deste caso e mantém seu compromisso em levar aos leitores informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre a segurança pública e o cotidiano em todas as regiões do país.

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