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Empresário que prometeu picanha a petistas assiste à apuração com Flávio Bolsonaro

O empresário Leandro Batista Nórmega, que ganhou repercussão nacional após ser impedido pela Justiça de oferecer transporte, cerveja e picanha a eleitores petistas durante o pleito, acompanhou o desfecho da eleição presidencial de 2026 ao lado do candidato Flávio Bolsonaro e de outros apoiadores em Brasília. A presença do dono do Frigorífico Goiás no quartel-general da campanha foi registrada em vídeos publicados nas redes sociais, mostrando a movimentação em uma estrutura montada pelo PL no Lago Sul.

A polêmica oferta de viagem e a intervenção da Justiça

A controvérsia começou na sexta-feira anterior à votação, quando Leandro publicou uma gravação anunciando a oferta de mil vagas para uma viagem com tudo pago para Caldas Novas. No vídeo, ele prometia transporte gratuito, comida e bebida para afastar eleitores de suas zonas eleitorais habituais. A iniciativa gerou forte reação institucional e levou o Ministério Público do Trabalho a acionar o judiciário de plantão.

No sábado, a Justiça do Trabalho da 18ª Região atendeu ao pedido e proibiu o empresário de retirar trabalhadores de seus domicílios eleitorais. O juiz Carlos Alberto Begalles estabeleceu que qualquer descumprimento acarretaria uma multa de R$ 100 mil por trabalhador envolvido, destacando que a conduta representava uma violação direta aos direitos fundamentais e ao livre exercício do sufrágio.

Histórico de embates políticos e comerciais

O episódio em Goiás não é um caso isolado na trajetória pública de Leandro Batista, que acumula embates judiciais motivados por manifestações políticas em seu estabelecimento comercial. Em 2025, o empresário já havia sido obrigado a remover um letreiro que afirmava que petistas não eram bem-vindos no local, após denúncia formalizada pelo Ministério Público a partir de uma representação política.

Mesmo após a determinação inicial, o estabelecimento substituiu a mensagem por outra com os dizeres “Ladrão aqui não é bem-vindo”, o que manteve o debate sobre os limites da expressão ideológica no ambiente comercial. A defesa do frigorífico sempre sustentou que as alterações respeitavam as decisões judiciais e buscavam evitar conflitos de natureza discriminatória.

O desfecho do pleito e a repercussão pública

Enquanto o empresário acompanhava a apuração na capital federal junto aos aliados políticos, o resultado oficial das urnas confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. O candidato petista obteve 51,79% dos votos válidos, superando a votação de Flávio Bolsonaro, que alcançou 48,21% ao término da contagem conduzida pela Justiça Eleitoral.

O episódio ilustra a forte polarização que marcou o processo eleitoral e a atuação rigorosa dos órgãos de fiscalização na coibição de práticas consideradas abusivas ou tentativas de interferência no comparecimento dos cidadãos às urnas. Acompanhe os desdobramentos da política nacional e outras notícias relevantes em tempo real em O Parlamento, seu portal de jornalismo aprofundado e compromisso com a apuração factual.

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