Desvio de R$ 200 mil: funcionária presa em Goiânia usou dinheiro da empresa em dízimo e viagens

Uma funcionária foi presa em Goiânia sob a acusação de desviar cerca de R$ 200 mil da empresa onde trabalhava, uma loja de roupas. O caso, que ganhou repercussão na capital goiana, detalha uma série de gastos pessoais que teriam sido feitos com o dinheiro da companhia, incluindo passagens aéreas internacionais e até mesmo o pagamento de dízimo. A informação foi confirmada pela advogada da empresa Âmbro, Gilsara Lourenço, ao g1, destacando a complexidade e a extensão do suposto golpe.
A investigação da Polícia Civil busca esclarecer o destino de todas as transações, enquanto a defesa da suspeita contesta alguns pontos da acusação, reforçando a presunção de inocência e a colaboração com as autoridades. O episódio levanta discussões sobre a confiança nas relações de trabalho e a segurança financeira das empresas.
A teia de gastos pessoais e o suposto desvio
Os detalhes dos gastos supostamente realizados pela funcionária revelam a amplitude do desvio. Segundo a advogada da Âmbro, Gilsara Lourenço, a lista de despesas é vasta e inclui itens que vão muito além do trivial. Entre eles, destacam-se passagens aéreas nacionais para o Rio de Janeiro e internacionais, ração para cachorro, móveis para casa, compras de supermercado, serviços de salão de cabeleireiro e maquiagem, refeições em restaurantes, além de despesas pessoais de suas irmãs e pais, como plano de saúde e o dízimo da igreja.
A advogada detalhou que parte do montante, cerca de R$ 137 mil, teria sido transferida via PIX para os pais da funcionária. Outros R$ 68 mil teriam sido parcelados em compras utilizando o cartão corporativo da loja. Esses valores somam o total de R$ 200 mil que a empresa alega ter sido desviado, configurando um cenário de fraude interna que impactou significativamente o negócio.
A prisão e os desdobramentos da investigação
A prisão da funcionária, ocorrida em 3 de junho, se deu em um momento crucial: pouco antes de ela embarcar para o Rio de Janeiro. A polícia agiu rapidamente, intensificando as diligências ao perceber a possibilidade de fuga, já que a suspeita já havia realizado o check-in. A detenção por furto qualificado foi um passo importante na investigação, que agora se aprofunda para apurar a possível participação de outras pessoas e a recuperação dos valores.
A defesa da funcionária, por sua vez, argumenta que a viagem não representava uma tentativa de fuga. A advogada Daniele Santos informou que a passagem havia sido comprada em março de 2026 para um feriado, com data e hora de volta, e que sua cliente é primária, possui bons antecedentes e não tem histórico criminal. Um pedido de habeas corpus foi impetrado, solicitando a liberdade provisória, ressaltando que o crime investigado não envolveu violência ou grave ameaça.
A voz da empresária e o impacto emocional
O caso ganhou um contorno ainda mais humano com o pronunciamento da empresária Júlia Galvão, proprietária da Âmbro, nas redes sociais. Em um desabafo emocionado, Júlia relatou o impacto pessoal e profissional do suposto desvio. Ela contou que os furtos aconteceram em um período de grande vulnerabilidade, enquanto cuidava de sua avó internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
A empresária expressou sua profunda decepção e sentimento de traição, afirmando que a funcionária era de sua “mais alta confiança” e chegou a comparecer ao seu casamento. “Foi a maior rasteira que já levei na vida”, declarou Júlia, ressaltando o tempo e esforço dedicados para construir seu patrimônio. O relato de Júlia Galvão evidenciou não apenas o prejuízo financeiro, mas também a quebra de confiança e o abalo emocional provocado pela situação.
As posições da defesa e da empresa
Em nota, a defesa da funcionária reiterou que está tomando todas as medidas judiciais cabíveis para esclarecer os fatos e restabelecer a liberdade da cliente. A advogada Daniele Santos enfatizou a presunção de inocência e a colaboração da suspeita com as autoridades, além de criticar a divulgação de informações que, segundo ela, exageram a situação, como a menção a um “rombo milionário” para um valor de R$ 200 mil. A defesa mantém a confiança na justiça e na correta aplicação da lei.
Por sua vez, a empresa Âmbro destacou que possui “ampla documentação, registros financeiros e demais elementos comprobatórios” que já foram encaminhados às autoridades. A loja reafirmou seu compromisso com a ética, a transparência e a integridade, garantindo que suas operações seguem normalmente, sem impactos para clientes, parceiros, fornecedores ou colaboradores. A empresa permanece à disposição para colaborar com o andamento das apurações, conforme comunicado oficial. Para mais informações sobre casos de fraude corporativa e segurança empresarial, você pode consultar fontes confiáveis.
O caso da funcionária presa em Goiânia, suspeita de desviar R$ 200 mil da empresa, continua em investigação, e os desdobramentos prometem trazer mais clareza sobre os fatos e as responsabilidades. Acompanhe O Parlamento para ter acesso a informações relevantes, atualizadas e contextualizadas sobre este e outros temas que impactam a sociedade, com a credibilidade e a profundidade que você espera do jornalismo de qualidade.




