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Capitão Eládio Prado: a trajetória do PM que faleceu após acidente em escolta de Caldas Novas

A morte do Capitão da Polícia Militar Eládio José do Prado Neto, aos 46 anos, após um acidente durante uma escolta em Caldas Novas, no sul de Goiás, gerou profunda comoção entre colegas de farda, familiares e a comunidade que ele serviu por mais de duas décadas. O militar, que ingressou na corporação em 1999, ficou internado por quase um mês em Goiânia, mas não resistiu aos graves ferimentos, tendo seu falecimento confirmado no último sábado, 13 de junho.

A notícia do óbito de Eládio Prado reverberou por toda a Polícia Militar do Estado de Goiás, que emitiu uma nota de pesar. A corporação destacou o compromisso e a paixão do capitão pela profissão, descrevendo-o como um militar exemplar. O Comando de Policiamento Rodoviário, onde Eládio estava lotado, expressou solidariedade à família e desejou que a memória e a trajetória do militar permaneçam vivas como inspiração.

Luto e Reconhecimento ao Capitão Eládio Prado

Eládio José do Prado Neto era uma figura respeitada e admirada dentro da Polícia Militar. Seus colegas o descreviam como um profissional dedicado e um amigo leal. O Major Bruno Alvim, amigo pessoal do capitão, ressaltou em entrevista a um portal de notícias a importância de Eládio em suas funções. “Ele era o braço direito de qualquer comandante que ele já serviu junto”, afirmou Alvim, evidenciando a confiança e a competência do capitão.

O Major também destacou o papel de Eládio como chefe do serviço de inteligência no 4º Batalhão Rodoviário da Polícia Militar do Estado de Goiás, sediado em Caldas Novas. Sua prontidão para “desenrolar a missão”, aliada à sua fidelidade e honestidade, eram qualidades frequentemente elogiadas por aqueles que trabalharam ao seu lado. A perda é sentida como um vazio significativo na estrutura da corporação, que perde um de seus membros mais experientes e dedicados.

O Homem por Trás da Farda: Família e Comunidade

Além de sua carreira militar, Eládio Prado era reconhecido por sua dedicação à família. Larissy Prado, sua esposa, descreveu-o como um “ótimo marido e pai, além de excelente profissional”. Ela compartilhou detalhes comoventes sobre a relação de Eládio com suas filhas. Ele ajudou a criar a filha de Larissy de um casamento anterior, que tinha apenas 3 anos quando o conheceu e hoje tem 22. A paixão pela filha biológica do casal, de apenas 7 anos, também era um traço marcante de sua personalidade. A dor da perda, segundo Larissy, é imensa para toda a família.

Sua influência se estendia para além dos muros do quartel e do lar. Em 2017, o militar foi homenageado com o título de cidadão honorífico na Câmara Municipal de Pontalina, um reconhecimento de seu serviço à comunidade. A prefeitura da cidade, inclusive, publicou uma nota de pesar, classificando a morte do capitão como uma “perda irreparável”. Ele também atuou como comandante da barreira de São Domingos, local estratégico que conecta Goiatuba e Joviânia. O vereador de Goiatuba, Rogério Cardoso (PL), lembrou que Eládio sempre buscou melhorias para a região, como o aumento do efetivo policial, e fazia questão de participar de reuniões e eventos para atender diretamente a população.

Os Detalhes do Acidente e a Despedida

O acidente que vitimou o Capitão Eládio José do Prado Neto ocorreu em 22 de maio, enquanto ele desempenhava a função de batedor em uma escolta motociclística. A natureza da escolta, que exige precisão e atenção redobrada, expõe os militares a riscos inerentes à atividade. Após o incidente, Eládio foi prontamente socorrido e transferido para uma unidade hospitalar em Goiânia, onde permaneceu internado por quase um mês, lutando pela vida. Infelizmente, os ferimentos foram fatais, e sua morte foi confirmada em 13 de junho.

O velório e o sepultamento do Capitão Eládio José do Prado Neto aconteceram em Morrinhos, sua cidade natal, no Cemitério São Francisco de Assis, no mesmo sábado em que seu falecimento foi anunciado. A cerimônia foi marcada pela presença de familiares, amigos, colegas de farda e membros da comunidade, todos prestando as últimas homenagens a um homem que dedicou sua vida ao serviço público e à segurança. O capitão deixa a esposa, Larissy, e suas duas filhas, que agora enfrentam o luto pela partida de um pilar em suas vidas.

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