Anhanguera: a vida na segunda cidade menos populosa do Brasil

Em um cenário nacional marcado pela urbanização acelerada e pelo crescimento vertiginoso das metrópoles, o município de Anhanguera, no sudeste de Goiás, resiste como um refúgio de calmaria. Com uma população estimada em apenas 906 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2026, a cidade ocupa hoje o posto de segunda menos populosa do país, atrás apenas de Serra da Saudade, em Minas Gerais.
Um retrato da escala humana no interior goiano
A rotina em Anhanguera distancia-se drasticamente da agitação dos grandes centros urbanos. Com um território compacto de 55,5 km², o município oferece um estilo de vida onde o ritmo é ditado pela convivência próxima entre os moradores. Enquanto muitas cidades brasileiras enfrentam os desafios do inchaço populacional e da mobilidade urbana, Anhanguera mantém uma escala que permite que quase todos se conheçam, preservando um modo de vida pacato que se tornou uma raridade no contexto regional.
Raízes ferroviárias e a formação histórica
A identidade do município está intrinsecamente ligada à história do transporte no Brasil central. A fundação de Anhanguera remonta à chegada da antiga Estrada de Ferro Goiás, em 1913, que serviu como o principal motor de desenvolvimento e ocupação da região. Após anos como distrito, a localidade conquistou sua emancipação política em 1953, desmembrando-se de Cumari, e foi oficialmente instalada em 1955.
Essa herança ferroviária não é apenas um registro nos livros de história, mas um elemento vivo na cultura local. Em 2026, a cidade reafirmou esse vínculo ao integrar a Expedição Estrada de Ferro Goyaz, um roteiro ciclístico que resgata os antigos caminhos dos trilhos entre Goiânia e Araguari, atraindo visitantes interessados em turismo histórico e de aventura.
Natureza e identidade como pilares do desenvolvimento
Além do patrimônio histórico, a geografia privilegiada é um dos grandes ativos de Anhanguera. O município é banhado pelas águas do Lago das Brisas, um vasto reservatório que, além de sua função estratégica na geração de energia, tornou-se um ponto de referência para o lazer e o turismo náutico. O espelho d’água transforma a paisagem local, oferecendo um contraste sereno com as áreas rurais que cercam o perímetro urbano.
A administração municipal tem buscado valorizar esses elementos para fortalecer a economia local. Um exemplo recente é o Festival Gastronômico do Limão Taiti, realizado novamente em 2026, que busca celebrar a produção agrícola da região e fomentar o turismo gastronômico, consolidando a cidade como um destino que aposta na valorização de seus recursos naturais e culturais.
O Parlamento segue acompanhando de perto as dinâmicas das cidades brasileiras, trazendo reportagens que revelam as particularidades de cada região. Continue conosco para se manter informado sobre os fatos que moldam o cotidiano do nosso país com credibilidade e profundidade.




