Goiás

Os bastidores da disputa: quem são os marqueteiros dos candidatos ao governo de Goiás

Com o início oficial da campanha eleitoral, a corrida pelo governo de Goiás ganha contornos estratégicos que vão muito além dos palanques e discursos públicos. Nos bastidores, figuras centrais operam para moldar a imagem dos postulantes e definir o tom do debate: os marqueteiros. Esses profissionais, responsáveis por traduzir propostas em narrativas de impacto, tornaram-se peças-chave na engrenagem que busca conquistar o voto do eleitor goiano.

A estratégia por trás da imagem política

O papel do marqueteiro moderno vai muito além da publicidade tradicional. Segundo o professor e cientista político Guilherme Carvalho, esse profissional atua como um coordenador de esforços, adaptando tendências de comunicação para criar um discurso que ressoe com o público. “Ele pega as tendências da comunicação de modo geral e tenta transformar isso em um discurso que venda”, explica Carvalho, pontuando que o eleitor é frequentemente tratado como um consumidor que reage à “embalagem” da proposta política.

Complementando essa visão, o cientista político Marcos Marinho ressalta que o marqueteiro atua no nível macro, estruturando projetos e analisando variáveis complexas do cenário eleitoral. “Não existe o marqueteiro messiânico; é tudo feito em grupo, mas ele vai intermediar todas as áreas e contribuições”, afirma Marinho, destacando que a função exige uma coordenação precisa de equipes multidisciplinares para garantir o encadeamento lógico das ideias apresentadas ao eleitorado.

Nomes de peso nas campanhas goianas

A escolha dos estrategistas revela o peso que cada candidatura confere à comunicação. No campo do governador Daniel Vilela (MDB), a aposta é em Fabiano Ribeiro. Com vasta experiência em agências e passagens pela direção executiva de criação da Propeg, Ribeiro traz no currículo o sucesso da campanha de Sandro Mabel à prefeitura de Goiânia em 2024 e a vitória de Ronaldo Caiado (PSD) em 2022.

Já o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) buscou um nome de projeção nacional: Lula Guimarães. Com mais de 25 anos de carreira, Guimarães possui um histórico que inclui atuações em campanhas de peso, como as de João Doria em 2016, Geraldo Alckmin em 2018 e Soraya Thronicke em 2022. A estratégia sugere um foco em campanhas de alto alcance e estruturação de marca política consolidada.

Experiência e diversidade de perfis

O candidato Wilder Morais (PL) optou pela expertise de Marcelo Vitorino, um veterano com mais de 50 campanhas eleitorais em todo o Brasil. Vitorino, que já trabalhou com nomes como Gilberto Kassab e José Serra, é conhecido por sua capacidade de adaptação em diferentes contextos regionais. Por outro lado, a campanha de Luis Cesar Bueno (PT) é conduzida por Cláudio Curado, jornalista com quatro décadas de experiência e 44 campanhas no currículo, incluindo o suporte ao deputado Talles Barreto e a Wolmir Amado.

A diversidade de perfis entre esses profissionais reflete as diferentes abordagens que cada grupo político pretende adotar. Enquanto alguns buscam o histórico de grandes vitórias nacionais, outros apostam na experiência local e na longevidade de atuação no estado. O sucesso, contudo, dependerá de como essas estratégias serão assimiladas pelo eleitorado nas urnas.

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