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Polícia indicia empresário por feminicídio e duplo homicídio após chacina em Goiatuba

A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito que investigava a chacina ocorrida na zona rural de Goiatuba, no dia 28 de julho. O empresário Leonardo José de Araújo foi formalmente indiciado por duplo homicídio e um feminicídio. Segundo as autoridades, o crime, que vitimou três pessoas, foi motivado por ciúmes e desconfiança de traição, culminando em um cenário de violência extrema que chocou a região sul do estado.

Investigação detalha planejamento e execução

O trabalho investigativo, liderado pelo delegado Patrick Fernando Carniel, revelou que o crime foi premeditado. Leonardo teria monitorado as redes sociais de uma das vítimas, Beatriz Soares de Souza, de 27 anos, para confirmar a localização de sua companheira, Jaine Barbosa Chaves, de 29 anos. Jaine havia informado ao empresário que estaria em Goiânia, mas, na verdade, encontrava-se em uma chácara na zona rural de Goiatuba acompanhada de amigos.

No dia do crime, o suspeito adquiriu um revólver calibre .22 e utilizou um veículo alugado para chegar ao local. Ao confrontar o grupo, ele efetuou disparos contra Nathan Moraes Dutra Campos, de 35 anos, e Beatriz Soares. Ambos não resistiram aos ferimentos. A dinâmica aponta que o autor dos disparos agiu com o objetivo de impossibilitar qualquer chance de defesa das vítimas.

O desfecho trágico e a resistência da vítima

Após os primeiros assassinatos, Leonardo forçou Jaine a entrar no veículo e dirigiu até uma estrada vicinal. Durante o trajeto, a vítima conseguiu enviar sua localização em tempo real para a mãe, que prontamente acionou as autoridades. Apesar da tentativa de socorro, Jaine foi executada com quatro disparos antes da chegada das equipes de emergência.

Após o crime, o suspeito teria atirado contra o próprio tórax em uma tentativa de autoextermínio, chegando a realizar uma transferência bancária para um conhecido com o intuito de custear seu próprio funeral. No entanto, ele sobreviveu e foi socorrido. Atualmente, o empresário encontra-se sob custódia da Polícia Penal, tendo passado por internação hospitalar em Goiânia devido aos ferimentos.

Qualificadoras e implicações legais

O indiciamento baseou-se em qualificadoras como motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. De acordo com a Polícia Civil, caso Leonardo seja condenado pelos crimes, as penas somadas podem atingir a marca de 100 anos de reclusão. O caso segue sob segredo de justiça, o que impossibilitou o contato com a defesa do investigado até o momento.

O Ministério Público de Goiás deve agora analisar o inquérito para decidir sobre o oferecimento da denúncia. A brutalidade do caso reacende o debate sobre a violência doméstica e o monitoramento obsessivo em relacionamentos. Para acompanhar o desenrolar deste e de outros casos que impactam a sociedade brasileira, continue acompanhando as atualizações de O Parlamento, seu portal de referência em notícias com credibilidade e contexto.

Para mais detalhes sobre o andamento das investigações, consulte a fonte oficial em G1 Goiás.

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