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Operação Harvest desarticula esquema de roubo de defensivos agrícolas no Tocantins e Bahia

Investigação aponta estrutura criminosa complexa

Uma força-tarefa coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Tocantins deflagrou, nesta quinta-feira (27), a Operação Harvest. A ação tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa especializada no roubo de defensivos agrícolas, um crime que tem causado prejuízos vultosos ao setor do agronegócio na região. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades estratégicas como Brasília (DF), Luziânia (GO), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Barreiras (BA).

Segundo as investigações do Ministério Público do Tocantins (MPTO), o grupo operava de forma altamente estruturada. A organização era dividida em núcleos responsáveis por diferentes etapas da atividade ilícita: desde a articulação e logística até a execução direta dos roubos. Além disso, o bando contava com equipes dedicadas exclusivamente à segurança e à escolta armada dos caminhões-baú utilizados para transportar os produtos subtraídos das propriedades rurais.

Envolvimento de agentes públicos e receptação

Um dos pontos que mais chamou a atenção das autoridades foi a composição do grupo. Entre os alvos da operação estão dois policiais militares da Bahia, suspeitos de fornecerem escolta armada para garantir que a carga roubada atravessasse divisas estaduais sem ser interceptada por outras forças de segurança. A participação desses agentes facilitava o trânsito seguro dos insumos, que possuem alto valor de mercado.

Além dos militares, a investigação identificou a participação de um fazendeiro residente em Barreiras. O produtor rural é suspeito de utilizar sua própria propriedade como entreposto para ocultar os defensivos agrícolas roubados. O local servia como base de armazenamento estratégico até que os produtos fossem escoados para o mercado ilícito, dificultando a recuperação dos itens pelas vítimas e a identificação dos receptadores finais.

Contexto e alcance da operação

Os levantamentos realizados pelo Gaeco indicam que a organização criminosa atuou de forma persistente ao longo de 2025 e durante todo o primeiro semestre de 2026. Além dos defensivos agrícolas, que são o alvo principal devido à facilidade de revenda e ao valor agregado, os criminosos também subtraíam outros bens de valor encontrados nas fazendas invadidas. A atuação do MPTO foi fundamental para mapear essa rede que cruzava fronteiras estaduais.

A operação contou com um amplo suporte de inteligência e apoio operacional das forças de segurança de Goiás, Tocantins e Bahia. A colaboração entre os Gaecos estaduais e unidades especializadas das polícias militares foi essencial para o sucesso das diligências. Até o momento, as identidades dos envolvidos não foram divulgadas, e as defesas ainda não se manifestaram publicamente sobre as acusações.

O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos desta investigação e os próximos passos do Ministério Público no oferecimento de denúncias contra os suspeitos. Para se manter informado sobre as principais notícias do país, com apuração rigorosa e contexto, continue acompanhando nosso portal e nossas atualizações diárias.

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