Enfermeira morre em Goiás após batalha de seis meses contra doença rara

A trajetória de Érika Fernandes Viana
A comunidade de saúde em Goiás lamenta a perda de Érika Fernandes Viana, de 51 anos. A profissional, que dedicava sua carreira ao cuidado de pacientes, faleceu na última sexta-feira (11), após enfrentar um quadro de saúde degenerativo e de rápida evolução. Érika atuava como enfermeira no município de Senador Canedo e também exercia a função de técnica de enfermagem na UPA Novo Mundo, localizada em Goiânia.
O caso ganhou repercussão nacional devido à natureza da enfermidade que a acometeu: a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A condição é a mesma que foi diagnosticada no influenciador digital Lito Sousa, conhecido por seu trabalho no canal Aviões e Músicas. A confirmação do óbito foi compartilhada por uma amiga próxima, Elizabeth Nunes, que acompanhou de perto a deterioração do quadro clínico da enfermeira ao longo dos últimos meses.
A evolução dos sintomas e o diagnóstico
Segundo relatos de amigos e familiares, os primeiros sinais de alerta surgiram no final do ano anterior. Inicialmente, Érika apresentou episódios recorrentes de tontura, o que levou a uma suspeita clínica de labirintite. No entanto, a evolução da patologia mostrou-se agressiva e não condizente com diagnósticos comuns, exigindo uma investigação médica mais aprofundada.
“A gente foi acompanhando porque ela foi perdendo os movimentos e começou a andar com andador. Foi ao médico, ao otorrino, porque começou com tontura e pensamos que era labirintite. Depois de um mês de internação, veio o diagnóstico da doença”, detalhou Elizabeth Nunes. A rapidez com que a enfermidade comprometeu a autonomia da enfermeira foi um dos aspectos mais traumáticos para o círculo social da vítima.
Entenda a doença de Creutzfeldt-Jakob
A doença de Creutzfeldt-Jakob é classificada como uma patologia priônica, um grupo de doenças neurodegenerativas raras que afetam o sistema nervoso central. De acordo com especialistas em saúde, a condição provoca uma degeneração progressiva do tecido cerebral, que, em estágios avançados, apresenta características microscópicas semelhantes a uma esponja, perdendo suas funções vitais.
A enfermidade é caracterizada por:
- Deterioração rápida das funções cognitivas e motoras.
- Comprometimento severo do sistema nervoso central.
- Ausência de tratamentos curativos conhecidos atualmente.
- Evolução clínica acelerada após o surgimento dos primeiros sintomas.
O caso de Érika reforça a importância da vigilância médica diante de sintomas neurológicos persistentes. A perda de movimentos dos membros e a perda progressiva das funções cerebrais, como relatado por sua amiga, ilustram a gravidade da DCJ, que continua sendo um desafio para a medicina moderna.
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