Sérgio Gomes, diretor do DCE da UFG, morre em Goiás devido a pneumonia

A Universidade Federal de Goiás (UFG) enfrenta um momento de profunda consternação após a confirmação da morte de Sérgio Gomes Ribeiro, de 26 anos. O jovem, que cursava Design Gráfico e atuava como diretor de acessibilidade do Diretório Central dos Estudantes (DCE), faleceu em decorrência de complicações causadas por uma pneumonia. A perda mobilizou estudantes, professores e coletivos estudantis no estado, gerando uma onda de homenagens nas redes sociais e dentro dos campi.
Internado para tratamento médico, o estudante não resistiu ao quadro clínico agravado pela doença e faleceu na sexta-feira (23). A notícia repercutiu rapidamente entre colegas de curso e militantes sociais, que perderam uma das vozes mais ativas na luta por direitos estudantis e inclusão na região.
Trajetória marcada pela militância e defesa da acessibilidade
Reconhecido por sua forte atuação política e comunitária, Sérgio Gomes dedicou boa parte de sua trajetória acadêmica à melhoria das condições de permanência na universidade pública. Além de integrar a gestão do DCE, ele acumulava passagens por outras frentes de representação estudantil, como o Centro Acadêmico de Design Gráfico (CADEG), e militava no Movimento Correnteza.
Colegas de gestão apontam que o jovem se destacava pelo entusiasmo no acolhimento de novos alunos e pela firmeza com que defendia pautas voltadas à acessibilidade física e pedagógica. Entre suas principais bandeiras na Faculdade de Artes Visuais (FAV) esteve a cobrança e a mobilização pela instalação de um elevador, equipamento essencial para garantir a circulação de estudantes com mobilidade reduzida na unidade.
Homenagens e forte comoção na comunidade acadêmica
O impacto da partida precoce mobilizou diversas entidades representativas da educação superior em Goiás. Em notas oficiais publicadas logo após a confirmação do óbito, o DCE e o CADEG ressaltaram que o legado do estudante permanecerá vivo na memória da instituição, destacando não apenas sua seriedade na militância, mas também o carisma e a alegria que compartilhava no cotidiano da faculdade.
O velório reuniu dezenas de amigos, familiares e companheiros de militância no Setor Gentil Meireles, em Goiânia, onde foram prestadas as últimas homenagens ao jovem. Para eternizar sua luta diária por inclusão, a comunidade acadêmica articulou a proposta de nomear o elevador da FAV em sua homenagem, transformando uma conquista coletiva capitaneada por ele em um símbolo permanente dentro do campus.
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