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Senado coloca em votação Estatuto do Aprendiz e Acordo de Escazú

A agenda de votações do Senado Federal para esta semana traz temas de forte impacto social, econômico e ambiental. Entre as propostas prioritárias previstas para análise no Plenário estão o Estatuto do Aprendiz, que reorganiza as diretrizes para a inserção de jovens no mercado de trabalho, e o tratado internacional voltado à segurança de defensores da natureza.

A pauta legislativa também contempla matérias ligadas à saúde pública, como a proteção aos direitos trabalhistas de mulheres diagnosticadas com câncer de mama, além de pautas fiscais e de infraestrutura que movimentam os debates entre parlamentares e setores produtivos em Brasília.

Regras de contratação e proteção para jovens

O Estatuto do Aprendiz, estruturado por meio do projeto de lei 6.461/2019, estabelece novas normas para a contratação e formação técnico-profissional de adolescentes e jovens na faixa etária de 14 a 24 anos incompletos. A medida também contempla pessoas com deficiência, neste caso sem a imposição de limite máximo de idade para o ingresso nos programas.

O texto disciplina aspectos fundamentais da relação profissional, definindo a duração máxima dos vínculos, os parâmetros para as atividades teóricas e práticas, a jornada diária e semanal, além de assegurar direitos trabalhistas básicos como férias remuneradas, vale-transporte e estabilidade provisória para gestantes.

A proposta preserva a cota obrigatória que exige das empresas a contratação de aprendizes em proporção que varia de 5% a 15% do quadro de funcionários. O projeto direciona atenção especial para jovens em situação de vulnerabilidade social e determina que os rendimentos obtidos por meio da aprendizagem não entrem no cálculo da renda familiar para fins de acesso ao programa Bolsa Família.

Compromisso internacional com o meio ambiente

Na terça-feira, o Plenário deve apreciar a adesão do Brasil ao Acordo de Escazú, tratado regional firmado entre nações da América Latina e do Caribe. O documento foca na transparência e estabelece garantias concretas para o acesso à informação pública, a participação popular efetiva em tomadas de decisão sobre questões ambientais e o acesso à Justiça na área.

O tratado impõe aos Estados signatários o dever de adotar mecanismos rigorosos para prevenir, investigar e punir episódios de violência, ameaças e intimidações contra ativistas, lideranças comunitárias e organizações dedicadas à preservação ambiental. A matéria tramitou anteriormente na Câmara dos Deputados e ganhou tração durante os preparativos para a realização da COP30.

Incentivo ao trabalho e apoio em tratamento de saúde

Outro destaque da semana é a análise do projeto de lei 5.608/2023, que institui o Programa Empresa Rosa. A iniciativa busca incentivar a contratação e a reinserção de mulheres diagnosticadas com câncer de mama, seja durante o período de tratamento ativo ou na fase de acompanhamento para remissão.

As empresas que aderirem ao programa devem implementar processos seletivos inclusivos e sem discriminação, oferecendo adaptações como trabalho remoto, horários flexíveis e suporte psicológico. A legislação prevê ainda a criação do Selo Rosa, certificação voltada a reconhecer o compromisso de empregadores com a permanência dessas trabalhadoras.

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