Goiânia

Secretaria de Saúde de Goiânia apresenta balanço de atendimentos e enfrenta questionamentos na Câmara

A gestão da saúde pública em Goiânia esteve no centro do debate legislativo nesta sexta-feira (25), durante audiência pública realizada na Câmara Municipal. O secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Pellizzer, compareceu à Casa para prestar contas referentes aos dois primeiros quadrimestres de 2026, detalhando o volume de atendimentos, a execução orçamentária e os desafios enfrentados pela rede municipal até o mês de agosto.

Dados de atendimento e produtividade da rede municipal

O relatório apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde trouxe números expressivos sobre a capilaridade do atendimento na capital. Na atenção básica, foram registrados 956.347 atendimentos individuais e mais de 1,7 milhão de procedimentos, além de 1.083.332 visitas domiciliares. O setor de vigilância em saúde também apresentou números relevantes, com 41.359 procedimentos realizados, sendo que a maior parte das ações foi focada em prevenção e promoção da saúde.

No âmbito hospitalar e de urgência, os dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) indicaram 27.498 procedimentos até agosto, com um investimento de R$ 66,9 milhões. Um ponto que chamou a atenção dos parlamentares foi o volume de internações: até o final de agosto, a rede já somava 46.363 internações, um patamar que quase iguala o total de 47.607 registrado durante todo o ano de 2025, evidenciando uma pressão crescente sobre o sistema.

Debate sobre orçamento e déficit de profissionais

A audiência foi marcada por questionamentos incisivos da vereadora Kátia Maria (PT), que levantou preocupações sobre a falta de pessoal nas unidades de saúde. A parlamentar criticou a demora na convocação de aprovados em concursos públicos e questionou a existência de um suposto corte mensal de R$ 6 milhões na pasta. Segundo a vereadora, o contingenciamento poderia impactar diretamente a capacidade de atendimento, reduzindo a oferta em cerca de 160 mil procedimentos mensais.

Em sua defesa, o secretário Luiz Gaspar Pellizzer negou a existência de cortes orçamentários. Ele afirmou que a folha de pagamentos dos profissionais credenciados foi quitada integralmente e reforçou que o processo de convocação de concursados segue em curso, com chamadas recentes realizadas pela administração. O secretário também confirmou que o município cumpre o piso constitucional, destinando 15,87% de seus recursos próprios para a saúde.

Projetos para a terceira idade e cuidados paliativos

Outro ponto abordado no encontro foi a assistência à população idosa e a expansão de serviços especializados. A vereadora licenciada Daniela da Gilka cobrou a viabilização de um hospital voltado especificamente para a terceira idade. Em resposta, o titular da pasta destacou o pioneirismo de Goiânia na implementação de cuidados paliativos e anunciou a ampliação do serviço de assistência domiciliar, o home care, que passará de 30 para 40 vagas.

Sobre a estrutura física para idosos, o secretário mencionou a atuação do Centro de Referência em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (Craspi). Ele afirmou que a secretaria está em busca de um imóvel ou área adequada para expandir a rede e inaugurar uma segunda unidade, visando atender à crescente demanda demográfica da capital goiana. Para mais detalhes sobre o funcionamento da rede, a população pode consultar o portal oficial da Câmara Municipal de Goiânia.

O Parlamento segue acompanhando de perto a fiscalização dos recursos públicos e as políticas de saúde em Goiânia. Continue conectado ao nosso portal para receber atualizações diárias sobre os temas que impactam a sua vida e a gestão da nossa cidade.

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