Atos de 7 de Setembro reúnem manifestantes em capitais com críticas a Lula e Moraes

As celebrações do 7 de Setembro foram marcadas por uma série de manifestações políticas em ao menos oito capitais brasileiras. Os atos, majoritariamente organizados por grupos de direita, concentraram pautas críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. As mobilizações ocorreram em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador, São Luís e Maceió, refletindo a continuidade da polarização no cenário político nacional.
Pautas e reivindicações nas ruas
Em diversos estados, o tom dos discursos foi pautado pela defesa de uma agenda conservadora e pelo questionamento direto a figuras do Judiciário e do Executivo. Em Brasília, o foco esteve dividido entre o Plano Piloto e a Funarte. No ato em frente ao Banco Central, convocado pelo ex-desembargador Sebastião Coelho, parlamentares como o senador licenciado Eduardo Girão (Novo-CE) e o senador Izalci Lucas (PL-DF) marcaram presença. A pauta central incluiu críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela ausência de tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Simultaneamente, na Funarte, a deputada Bia Kicis (PL-DF) liderou uma mobilização que reforçou o apoio ao ministro André Mendonça, do STF, e defendeu a pauta de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A narrativa de que o Judiciário deve manter a imparcialidade foi o mote central das falas da parlamentar durante o evento.
Avenida Paulista e o cenário em São Paulo
Na capital paulista, a Avenida Paulista concentrou apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), que reiterou o pedido de anistia para o pai. O evento contou com a participação de lideranças religiosas e políticas, além de elementos simbólicos, como bonecos infláveis representando figuras do cenário jurídico. Em outro ponto da cidade, no Obelisco do Ibirapuera, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) propôs uma via alternativa, criticando tanto o governo federal quanto a oposição liderada pelo PL, e cobrando investigações sobre o Banco Master.
Tentativa de terceira via no Rio de Janeiro
Diferente do tom adotado nos demais estados, o ato no Rio de Janeiro buscou um posicionamento distinto. O presidenciável Augusto Cury (Avante) realizou uma caminhada sob chuva na orla de Copacabana, tentando se distanciar da polarização entre o PT e o PL. Cury defendeu que o Brasil não deveria ser “capturado” por duas famílias e pregou a independência do Supremo Tribunal Federal, argumentando que sua presença no ato visava a transparência institucional, independentemente de nomes específicos.
Mobilizações regionais pelo país
O movimento de 7 de Setembro se espalhou por outras regiões com formatos variados:
- Belo Horizonte: Manifestantes ocuparam a Praça da Liberdade com palavras de ordem contra o governo federal.
- Goiânia: A Praça Tamandaré foi o ponto de encontro de lideranças locais de direita.
- Salvador: O Farol da Barra recebeu parlamentares do PL em um ato que também serviu de palanque para candidatos do partido.
- São Luís: A capital maranhense registrou uma motocarreata que percorreu o centro da cidade.
- Maceió: O Movimento Brasil (MBR) organizou uma marcha que terminou no Marco dos Corais.
O cenário deste feriado nacional reafirma a força dos movimentos de rua na política brasileira contemporânea. Para acompanhar os desdobramentos dessas pautas e a análise completa dos fatos que movimentam o país, continue lendo O Parlamento. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística séria, contextualizada e independente sobre os temas que definem o futuro do Brasil.
Para mais informações sobre o contexto jurídico e político, consulte o portal Supremo Tribunal Federal.




