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Laudo aponta lesões fatais em criança de dois anos sob cuidados de babá em Goiás

Investigação revela causa da morte

A morte de uma criança de apenas dois anos, ocorrida em maio deste ano em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital goiana, ganhou contornos mais claros após a conclusão das investigações da Polícia Civil. Segundo o delegado Altair Gonçalves, exames periciais confirmaram que a menina sofreu lesões graves nos rins e na cabeça, sendo a hemorragia renal o fator determinante para o óbito.

O caso, que chocou a comunidade local, teve início quando a criança foi levada a uma unidade de saúde pela babá, identificada como Antonia Edna do Nascimento. Na ocasião, a equipe médica suspeitou de maus-tratos devido à natureza dos ferimentos e acionou a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para intervir.

Inconsistências na versão da suspeita

Durante a fase inicial das apurações, a babá sustentou a tese de que a criança teria sido vítima de um acidente doméstico, alegando que um espelho teria caído sobre a menina. No entanto, o trabalho da perícia técnica foi categórico ao refutar essa versão. Conforme o delegado Altair Gonçalves, as lesões encontradas no corpo da vítima são tecnicamente incompatíveis com a queda de um objeto como um espelho.

A investigação apurou que o trauma renal ocorreu três dias antes da morte, período em que a criança estava sob a guarda exclusiva da investigada. A suspeita chegou a participar de uma reprodução simulada dos fatos, procedimento comum em investigações de crimes contra a vida para confrontar depoimentos com a dinâmica do local.

Contexto de vulnerabilidade familiar

O caso revelou um cenário de vulnerabilidade que cercava a criança. A conselheira tutelar Élita Arantes, que acompanhou o atendimento médico, relatou que a suspeita inicialmente se apresentou como tia da menina, mas não conseguiu comprovar o parentesco, admitindo posteriormente ser a babá contratada.

Além disso, informações colhidas pelo Conselho Tutelar indicaram que a criança já possuía uma medida protetiva contra a mãe e o padrasto, que também respondiam a processos por suspeita de maus-tratos. A situação reforça a importância da vigilância constante de órgãos de proteção à infância em casos onde o histórico familiar já apresenta sinais de violência.

Andamento do processo judicial

A Justiça de Goiás determinou, no início de junho, a manutenção da prisão preventiva de Antonia Edna do Nascimento, garantindo que a acusada permaneça detida enquanto o processo segue seus trâmites legais. A defesa da babá não foi localizada para comentar as acusações até o momento.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes, que buscam justiça para a vítima. Para mais detalhes sobre este e outros desdobramentos policiais e sociais, continue acompanhando o portal O Parlamento, seu compromisso diário com a informação apurada, ética e relevante para a sociedade.

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