Pesquisa Quaest consolida polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial
Cenário eleitoral aponta disputa concentrada
A mais recente pesquisa realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), reforça a tendência de polarização na corrida pela Presidência da República. Os dados revelam que o cenário político nacional caminha para uma disputa concentrada entre o petista Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparecem isolados na liderança das intenções de voto.
Segundo o levantamento, Lula mantém a dianteira com 36% das preferências, mesmo índice registrado na consulta anterior, realizada em 7 de setembro. Já Flávio Bolsonaro apresentou um crescimento na margem, saltando de 29% para 31%. Com essa movimentação, a distância entre os dois principais nomes do pleito encurtou para cinco pontos percentuais.
Dinâmica das intenções de voto e margem de erro
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário atual indica uma disputa técnica e competitiva. Enquanto o ex-presidente Lula oscila entre 34% e 38%, o parlamentar Flávio Bolsonaro transita entre 29% e 33%. A estabilidade de um lado e o crescimento do outro sugerem que o eleitorado começa a consolidar suas escolhas em torno das figuras centrais da política nacional.
A pesquisa, registrada sob o número BR-03607/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O nível de confiança do estudo é de 95%, o que confere robustez estatística aos números apresentados para o atual momento da pré-campanha.
Desempenho dos demais candidatos
Abaixo dos dois líderes, o quadro eleitoral demonstra uma fragmentação significativa. Augusto Cury (Avante) aparece na terceira colocação com 7%, seguido por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4%. O governador Romeu Zema (Novo) registra 1%, enquanto os demais nomes testados não atingiram pontuação expressiva no levantamento.
A distância de 24 pontos entre o segundo colocado e o terceiro lugar evidencia o isolamento da polarização. Para analistas, esse abismo entre os líderes e os demais postulantes reforça a percepção de que, caso as eleições fossem realizadas hoje, o segundo turno seria inevitavelmente composto por Lula e Flávio Bolsonaro.
Contexto e relevância do pleito
A consolidação desses números é um termômetro importante para as estratégias dos partidos nos próximos meses. A Justiça Eleitoral monitora o cumprimento das regras de propaganda, enquanto as legendas buscam ampliar suas bases em um cenário onde a transferência de votos e a rejeição de cada candidato serão fatores decisivos. O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos da corrida eleitoral, trazendo análises, dados e o contexto necessário para que você compreenda os rumos da política brasileira com clareza e credibilidade.




