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Emoção na Maratona do Rio: fisioterapeuta que superou tetraplegia é pedida em casamento

A Maratona do Rio de 2026 foi palco de um momento de intensa emoção e superação, que transcendeu o desafio esportivo e se transformou em uma celebração do amor e da resiliência humana. A fisioterapeuta Roberta Rodrigues, que ao longo de sua vida enfrentou a tetraplegia por cinco vezes devido a uma doença neurológica rara e autoimune, foi surpreendida com um pedido de casamento inesquecível logo após cruzar a linha de chegada. Seu namorado, Nicael Macedo, foi o responsável pelo gesto que marcou um novo capítulo na inspiradora trajetória da jovem.

pedido: cenário e impactos

O evento, que ocorreu entre os dias 3 e 7 de junho, ganhou um significado ainda mais profundo para Roberta. Impossibilitada de correr com as próprias pernas, ela participou da maratona em uma cadeira de rodas, impulsionada por Nicael. A chegada não trouxe apenas a medalha de conclusão da prova, mas também um anel de noivado, selando publicamente o compromisso do casal e a força de um relacionamento construído sobre apoio mútuo e admiração.

A jornada de Roberta: superação da tetraplegia e a força da resiliência

Natural de Santa Fé de Goiás, Roberta Rodrigues tem uma história de vida marcada por desafios extraordinários e uma capacidade notável de recuperação. Formada em Fisioterapia Intensivista pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), sua carreira e projetos pessoais foram interrompidos diversas vezes por conta de sua condição de saúde. Apesar das adversidades, ela sempre demonstrou uma determinação inabalável para retomar suas atividades, voltar a andar, trabalhar e até mesmo correr.

A primeira crise de tetraplegia ocorreu em 2008, após receber a vacina contra a febre amarela. Em questão de horas, Roberta começou a perder os movimentos das pernas e, em seguida, dos braços. O quadro se agravou rapidamente, culminando em uma parada respiratória e internação na UTI, onde precisou ser entubada. Na época, o diagnóstico foi de Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que ataca o sistema nervoso periférico e pode comprometer funções vitais, como a respiração.

Diferentemente da maioria dos casos de Guillain-Barré, que geralmente apresentam recuperação após a fase aguda, Roberta enfrentou recaídas recorrentes e fraqueza muscular persistente. Exames mais recentes revelaram a evolução do diagnóstico para Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP), uma forma crônica da doença que exige tratamento contínuo e reabilitação intensiva. Atualmente, ela faz uso de um medicamento imunomodulador a cada seis meses para controlar os ataques do sistema imunológico ao seu próprio organismo.

O sonho da Maratona do Rio e o apoio incondicional

Participar da Maratona do Rio era um sonho antigo para Roberta, um objetivo que parecia inatingível após suas últimas crises. “Eu fiquei cadeirante e não pude correr a Maratona do Rio com minhas próprias pernas. Mas meu namorado correu comigo na cadeira de rodas e, além de colocar uma medalha no meu pescoço, colocou um anel no meu dedo. Eu tô noiva”, relatou Roberta em suas redes sociais, expressando a dualidade da emoção vivida.

O apoio de Nicael Macedo foi fundamental para a realização desse sonho. Em suas palavras, ele se tornou “minhas pernas”, permitindo que ela vivenciasse a experiência da corrida. Esse gesto de companheirismo e amor incondicional ressalta a importância de uma rede de apoio para indivíduos que enfrentam doenças crônicas e limitações físicas, transformando desafios em oportunidades de superação conjunta.

Inspiração e conscientização nas redes sociais

Roberta Rodrigues utiliza suas plataformas digitais para compartilhar sua jornada, inspirando milhares de seguidores com sua história de força e resiliência. Seus relatos sobre as dificuldades, as recuperações e as conquistas diárias servem como um farol de esperança para outras pessoas que enfrentam condições semelhantes ou buscam motivação para superar obstáculos. A visibilidade de sua história também contribui para a conscientização sobre doenças neurológicas raras como a CIDP, que muitas vezes são pouco conhecidas pelo público geral.

A fisioterapeuta enfatiza que o preparo físico teve um papel crucial em todas as suas recuperações. Ela atribui a volta completa dos movimentos, em todas as suas recaídas, tanto ao seu condicionamento físico quanto ao conhecimento aprofundado que possui como profissional da saúde. “Eu já estive pior. Já estive completamente paralisada. Então, cada movimento que volta é uma vitória”, afirma, reforçando a importância de valorizar cada pequena conquista no processo de reabilitação.

A história de Roberta e Nicael na Maratona do Rio é um testemunho poderoso de que o amor, a determinação e o apoio mútuo podem superar as barreiras mais desafiadoras. Para saber mais sobre a Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP) e outras doenças neurológicas, clique aqui.

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