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A sina brasileira: Noruega mantém invencibilidade em duelos históricos contra o Brasil

A sina brasileira: Noruega mantém invencibilidade em duelos históricos contra o Brasil

A recente eliminação da seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após uma derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo, 5 de julho, não apenas encerrou o sonho do hexacampeonato, mas também aprofundou um tabu incômodo para o futebol pentacampeão. Com este resultado, a Noruega mantém sua invencibilidade histórica contra o Brasil, somando agora três vitórias e dois empates em cinco confrontos. Um retrospecto que faz da seleção nórdica um verdadeiro “freguês” para a equipe canarinho, tanto em Mundiais quanto em amistosos.

O revés em uma fase eliminatória de Copa do Mundo adiciona um peso ainda maior a essa estatística. A partida de 2026 marcou o segundo encontro entre as duas seleções em Mundiais, mas o primeiro com caráter decisivo. A persistência desse tabu levanta questões sobre a preparação e o desempenho da seleção brasileira diante de adversários que, historicamente, conseguem se impor de maneira surpreendente, desafiando a lógica do futebol.

O histórico de confrontos e o novo capítulo em 2026

A série invicta da Noruega contra o Brasil começou muito antes do confronto de 2026. O primeiro embate em Copas do Mundo ocorreu em 1998, na França, durante a fase de grupos. Naquela ocasião, a seleção brasileira, que viria a ser finalista do torneio, foi superada por 2 a 1. O gol brasileiro foi marcado por Bebeto, enquanto Tore André Flo e Rekdal garantiram a vitória nórdica. Assim como a equipe atual conta com o talento de Erling Haaland, a seleção norueguesa de 1998 tinha em Flo, um atacante de 1,93 m, seu grande destaque e principal ameaça ofensiva.

A presença de Flo foi um pesadelo recorrente para o Brasil. Além do gol na Copa, o atacante marcou outros dois em um amistoso disputado em Oslo, em 29 de maio de 1997. Naquela partida, a Noruega venceu por 4 a 2, com gols de Rudi e Ostenstad, enquanto Romário e Djalminha descontaram para a equipe comandada por Zagallo. Esses resultados iniciais já sinalizavam a dificuldade brasileira em enfrentar os noruegueses, estabelecendo uma rivalidade peculiar.

Os outros dois duelos entre as seleções foram amistosos, ambos realizados na capital norueguesa, Oslo, e terminaram empatados em 1 a 1. Em 27 de julho de 1988, sob o comando de Carlos Alberto Silva, o Brasil viu Fjortoft abrir o placar, mas conseguiu o empate com o atacante Edmar. Mais tarde, em 16 de agosto de 2006, a seleção de Dunga também empatou em 1 a 1, com Daniel Carvalho marcando o gol brasileiro após Morten Pedersen ter inaugurado o placar. A consistência norueguesa em não perder para o Brasil, mesmo em diferentes gerações e contextos, é um fenômeno notável que merece ser analisado.

Outros tabus: Hungria e Portugal em Copas do Mundo

A Noruega não é a única seleção a ostentar um histórico de invencibilidade contra o Brasil em Copas do Mundo. Hungria e Portugal também nunca perderam para a seleção canarinho em Mundiais, embora o Brasil já tenha conseguido vitórias contra esses dois adversários em partidas amistosas, diferentemente do cenário com a Noruega.

No caso da Hungria, os confrontos em Mundiais são marcados por momentos históricos. O primeiro ocorreu na Copa de 1954, quando a equipe húngara era considerada uma das melhores da história, liderada por Ferenc Puskás. Nas quartas de final, os húngaros venceram o Brasil por 4 a 2, em um jogo que ficou conhecido como a “Batalha de Berna”. A partida foi marcada pela intensidade e violência, resultando em três expulsões e uma briga generalizada que se estendeu até os vestiários. A seleção brasileira da época contava com craques como Castilho, Djalma Santos, Nilton Santos, Didi e Julinho Botelho.

Em 1966, a Hungria novamente superou o Brasil em um Mundial, desta vez por 3 a 1, com Tostão marcando o único gol brasileiro. Apesar desses reveses em Copas, o Brasil conseguiu vitórias em amistosos contra a Hungria: 5 a 3 em 1965 e 4 a 1 em 2004, além de uma derrota por 3 a 0 em 1986. Contudo, após o fim de sua geração de ouro, a Hungria perdeu relevância no cenário internacional, ocupando atualmente a 39ª posição no ranking da Fifa e sem se classificar para uma Copa do Mundo desde 1986, o que torna um novo confronto em Mundiais improvável em um futuro próximo.

Portugal: um rival de peso com histórico misto

O cenário com Portugal é diferente. A seleção lusitana, uma das potências do futebol mundial, é presença constante nas grandes competições, tornando um novo duelo em Copas do Mundo bastante plausível. Portugal enfrentou o Brasil duas vezes em Mundiais.

O primeiro confronto foi em 1966, na Inglaterra, com vitória portuguesa por 3 a 1, com dois gols de Eusébio e um de Simões, enquanto Rildo descontou para o Brasil. Essa partida é infelizmente lembrada pela violência dos zagueiros portugueses contra Pelé, que saiu de campo carregado, e pela consequente eliminação brasileira ainda na fase de grupos. Em 2010, na África do Sul, as equipes empataram em 0 a 0, também pela fase de grupos.

Apesar da invencibilidade portuguesa em Copas, o retrospecto geral contra Portugal é amplamente favorável ao Brasil, com 13 vitórias, 3 empates e 4 derrotas em 20 jogos. Isso demonstra que, fora do contexto de Mundiais, a seleção brasileira consegue se impor sobre os lusitanos, ao contrário do que acontece com a Noruega, que mantém um domínio absoluto nos confrontos diretos.

A manutenção do tabu norueguês contra o Brasil, agora estendido para cinco jogos, ressalta a complexidade e as surpresas que o futebol pode reservar. Para a seleção brasileira, a derrota na Copa de 2026 e a permanência dessa invencibilidade norueguesa servem como um lembrete de que, no esporte, a história pode ser escrita e reescrita a cada novo confronto, exigindo constante superação e análise.

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