Ministério Público exige nova prova em concurso de Catalão após falhas em questões

Irregularidades comprometem a lisura do certame em Catalão
O Ministério Público de Goiás (MPGO) emitiu uma recomendação contundente solicitando a reaplicação de provas do concurso público nº 3/2025, realizado no município de Catalão. A medida, conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça, surge após a identificação de falhas operacionais graves na elaboração das avaliações, que teriam comprometido a igualdade de condições entre os candidatos que buscavam uma vaga no serviço público municipal.
A investigação, conduzida pela promotora de Justiça Ariete Cristina Rodrigues Vale, aponta que a Fundação Aroeira, banca organizadora do certame, admitiu ter reutilizado questões de conhecimentos gerais aplicadas anteriormente em outro concurso realizado em março de 2026. A repetição de conteúdos, que deveria ser evitada para garantir o ineditismo e a imparcialidade, gerou um cenário de insegurança jurídica que agora exige intervenção direta dos órgãos de controle.
Repetição de questões e o impacto na isonomia
O problema identificado pelo MPGO vai além de um erro pontual. Embora a banca tenha tentado mitigar a situação anulando as questões de números 21 a 25 para cargos de nível médio, a apuração revelou que a falha possui um alcance maior. Foram detectadas repetições em provas de nível fundamental e indícios claros de plágio ou reaproveitamento de perguntas na avaliação específica para o cargo de fisioterapeuta.
Segundo o órgão ministerial, o reaproveitamento de questões fere princípios constitucionais fundamentais, como a isonomia, a impessoalidade e a moralidade administrativa. O fato de os concursos terem ocorrido em datas distintas permitiu que candidatos participassem de ambos, conferindo vantagem indevida àqueles que já haviam tido contato prévio com o conteúdo das questões, prejudicando a competitividade justa exigida em qualquer seleção pública.
Conexão com grandes bancas e exigência de transparência
A análise técnica do Ministério Público revelou que diversas questões apresentavam uma “identidade substancial” com conteúdos de renome nacional, como os aplicados por instituições do porte da Fundação Getulio Vargas (FGV), Cebraspe e Instituto Verbena da UFG. A prática de “copiar e colar” questões de outros certames, sem a devida originalidade, coloca em xeque a competência da banca contratada e a validade do processo seletivo como um todo.
Diante desse cenário, o MPGO orientou que a homologação final do concurso nº 3/2025 permaneça suspensa. A recomendação é clara: a reaplicação das provas objetivas para os cargos afetados é a única via para restaurar a credibilidade do certame. A prefeitura, a câmara municipal e o fundo de saúde têm um prazo de dez dias para se manifestar sobre o acatamento das medidas e apresentar um plano de ação para a correção das irregularidades.
Compromisso com a informação de qualidade
O caso em Catalão reforça a importância da vigilância constante sobre os processos seletivos públicos, que são a porta de entrada para milhares de cidadãos que buscam estabilidade profissional. O Parlamento segue acompanhando o desdobramento deste inquérito civil e as respostas das entidades envolvidas, garantindo que o leitor tenha acesso a uma cobertura factual, aprofundada e transparente sobre os temas que impactam a administração pública e a sociedade. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas relevantes do cenário regional e nacional.
Para mais detalhes sobre a legislação e princípios de concursos públicos, consulte o portal oficial do Ministério Público de Goiás.




