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Kohler encerra fábrica em Minas Gerais e demite mais de 400 funcionários

A multinacional Kohler, referência global no setor de louças e metais sanitários, oficializou o encerramento das operações de sua unidade fabril localizada em Andradas, no interior de Minas Gerais. A decisão, que impacta diretamente mais de 400 trabalhadores, marca uma mudança significativa na estratégia da companhia no mercado brasileiro, que agora busca concentrar seus investimentos em segmentos de alto padrão e luxo.

Revisão estratégica e fim da marca Fiori

O encerramento das atividades, que ocorreu efetivamente no dia 31 de agosto, é resultado de uma revisão completa do portfólio da empresa no país. A medida também sela o destino da marca Fiori, adquirida pela Kohler em 2014, quando a gigante norte-americana iniciou sua operação direta no Brasil. A fábrica de Andradas, que chegou a ostentar uma capacidade produtiva de cerca de 2,2 milhões de peças anuais em 2020, deixa de compor a estrutura industrial da marca.

Em nota oficial, a companhia justificou o movimento como uma necessidade de direcionar recursos para áreas com maior potencial de crescimento e diferenciação. Apesar do fechamento da planta, a empresa assegurou que não deixará o país. A estratégia prevê a manutenção da estrutura de distribuição e o atendimento ao cliente, sustentado pela rede de 33 lojas Kohler Signature espalhadas pelo território nacional.

Impacto social e suporte aos trabalhadores

O desligamento em massa gerou preocupação imediata na economia local de Andradas. Para mitigar os efeitos da transição, a empresa informou que os mais de 400 funcionários afetados permanecerão em licença remunerada até o dia 30 de setembro, garantindo a integralidade dos salários durante este período de transição. Além disso, a companhia contratou uma consultoria especializada para auxiliar os colaboradores na atualização de currículos e na busca por novas oportunidades no mercado de trabalho.

O sindicato da categoria acompanha de perto o processo de encerramento. Estão previstas assembleias para discutir as condições das rescisões e garantir que todos os direitos trabalhistas sejam preservados. A situação é monitorada também pelo poder público municipal, que busca alternativas para atenuar o impacto econômico decorrente da perda de centenas de postos de trabalho diretos.

Mobilização da economia local

A preocupação com o futuro dos trabalhadores e da economia de Andradas mobilizou entidades representativas do comércio e serviços. A Acira (Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Andradas) e a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) criaram um banco de currículos e têm promovido rodadas de entrevistas para facilitar a recolocação dos profissionais dispensados.

A prefeitura local também se posicionou, afirmando que manterá diálogo aberto com a empresa para avaliar os desdobramentos do fechamento. O objetivo é evitar que a saída da multinacional gere um efeito cascata no comércio e nos serviços que dependiam da circulação de renda dos funcionários da fábrica. Para mais informações sobre o cenário econômico e outros desdobramentos de relevância nacional, continue acompanhando o portal O Parlamento, seu compromisso diário com a notícia apurada e contextualizada.

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