Investigação sobre Creditag revela elos com esquema Master e contratos em Goiás
Conexões da Creditag com o caso Master
A liquidação da cooperativa Creditag, sediada em Mineiros, pelo Banco Central em 16 de abril de 2026, colocou o estado de Goiás no centro de uma complexa teia de investigações financeiras. A instituição, que já era alvo da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, é apontada como peça-chave na movimentação de recursos vinculados ao Caso Master, esquema atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Documentos revelam que, mesmo sob o escrutínio de órgãos de controle, a cooperativa mantinha relações contratuais com o Poder Executivo estadual. Em abril de 2021, a GoiásFomento, agência de fomento do Governo de Goiás, firmou o contrato nº 157/2021 com a Creditag. O acordo, vigente até outubro de 2023, estabelecia que a cooperativa receberia 50% da Tarifa de Abertura de Crédito das operações intermediadas.
Investigações e o rastro do dinheiro
As investigações conduzidas pela Polícia Federal sugerem que a Creditag servia como um braço operacional para liquidar transações e processar pagamentos de empresas e fintechs ligadas ao grupo de Vorcaro. A apuração ganhou contornos mais graves ao cruzar dados com relatórios do Coaf e investigações do Gaeco sobre o setor de combustíveis.
Um dos pontos centrais da apuração envolve a empresa EntrePay, administrada por Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Registros apontam que a companhia recebeu R$ 166,5 mil da Ceopag, entidade que, segundo o Ministério Público de São Paulo, foi utilizada para lavar recursos de organizações criminosas com supostas conexões com o PCC.
Delação premiada e desdobramentos políticos
O cenário atual coloca o nome de Antônio Carlos Freixo Júnior sob forte pressão. A colaboração premiada firmada por ele junto à Procuradoria-Geral da República é vista como um divisor de águas para o caso. A expectativa é que o depoimento possa detalhar a extensão da rede de contatos e revelar se houve influência ou participação de agentes públicos ligados à gestão de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela no esquema.
O caso, que une o sistema financeiro, o setor de combustíveis e o crime organizado, segue sob sigilo em diversas frentes. A Polícia Federal continua a analisar o fluxo de capitais que passou pela Creditag, buscando identificar o destino final dos valores e a responsabilidade dos envolvidos na manutenção de contratos públicos com uma instituição sob suspeita.
O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos desta investigação e os impactos das revelações para a administração pública goiana. Continue conosco para se manter informado sobre os fatos que movimentam a política e a economia nacional com a credibilidade que você exige.




