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Leilão em Goiânia arremata antiga fazenda do Cerne por R$ 8,146 milhões

O desfecho do leilão da Fazenda Retiro

Uma área estratégica em Goiânia, historicamente vinculada ao antigo Consórcio de Empresas de Radiodifusão e Notícias do Estado (Cerne), foi arrematada em um leilão recente por R$ 8,146 milhões. O imóvel, conhecido como Fazenda Retiro, possui uma extensão de 120 mil m² e teve sua venda conduzida pela empresa Leilões Centro-Oeste, sob a gestão da estatal em liquidação Prodago.

O processo de venda, iniciado com a publicação do edital em abril de 2026, foi concluído em maio do mesmo ano. A transação ocorreu na modalidade ad corpus, o que significa que o imóvel foi transferido no estado em que se encontra. Conforme as regras estabelecidas, o novo proprietário assume integralmente a responsabilidade por eventuais reformas, regularizações documentais e a desocupação da área.

Legado histórico e transição institucional

O Cerne, instituição que deu origem à propriedade, foi criado em julho de 1962 pela Lei nº 4.034, com o objetivo de centralizar a divulgação de atos oficiais do governo estadual por meio de rádio, jornal e televisão. Ao longo das décadas, o órgão passou por diversas reestruturações administrativas que refletiram as mudanças na comunicação pública em Goiás.

Em 1999, o consórcio foi transformado na Agência Goiana de Comunicação (Agecom), conforme a lei estadual 13.550/99. Já em 2014, o órgão assumiu sua nomenclatura atual, Agência Brasil Central (ABC). A venda da Fazenda Retiro marca o encerramento de um ciclo patrimonial ligado à infraestrutura de transmissão que, por anos, serviu como base para a comunicação estatal goiana.

O destino das estruturas metálicas e antenas

Um dos pontos de maior atenção no leilão envolve as torres metálicas e edificações remanescentes no terreno. Segundo nota oficial da Secretaria de Comunicação do Governo de Goiás, a Agência Brasil Central (ABC) realizou previamente a retirada de todo o patrimônio que apresentava viabilidade técnica e financeira para remoção e reaproveitamento.

As estruturas que permanecem no local, incluindo as grandes antenas, foram classificadas como equipamentos tecnologicamente obsoletos. De acordo com a estatal, não existe viabilidade econômica para a desconexão, desmontagem ou transporte desses itens, uma vez que foram projetados especificamente para a operação de transmissão em amplitude modulada (AM) naquele local. Agora, cabe ao novo dono decidir o futuro dessas estruturas, conforme detalhado em reportagem do portal g1.

O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos sobre o uso de áreas públicas e o processo de liquidação de ativos estatais. Mantenha-se informado sobre os principais acontecimentos de Goiás e do Brasil assinando nossa newsletter e acompanhando nossas atualizações diárias, sempre com o compromisso de levar até você uma análise aprofundada e transparente dos fatos que impactam a sociedade.

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