Ex-cantor gospel Andrezinho é preso em Goiás por dívida de pensão e estelionato

O ex-cantor gospel André Luís dos Santos Pereira, conhecido como “Andrezinho”, foi detido na madrugada da última segunda-feira (11) em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. A prisão, efetuada pela Guarda Civil Municipal (GCM) da cidade, ocorreu após a localização de dois mandados de prisão em aberto contra o artista, um deles por não pagamento de pensão alimentícia e outro por condenação definitiva por estelionato.
A situação ganhou destaque devido ao fato de Andrezinho ter descumprido medidas judiciais ao viajar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em lua de mel, enquanto os mandados estavam ativos. A informação sobre a presença de um foragido na cidade levou as equipes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) a agirem, resultando na captura do ex-cantor.
Dívida de pensão alimentícia e o descumprimento judicial
Um dos mandados de prisão expedido contra Andrezinho provém da 1ª Vara de Família e de Órfãos e Sucessões de Águas Claras, no Distrito Federal. Trata-se de uma prisão civil decorrente do não pagamento de pensão alimentícia. Inicialmente, a dívida ultrapassava os R$ 41 mil, mas, segundo informações da Guarda Civil Municipal, o valor atualizado já se aproxima dos R$ 76 mil.
A decisão judicial determina a prisão pelo prazo de 30 dias e enfatiza que qualquer pagamento parcial não é suficiente para suspender a medida coercitiva. A legislação brasileira é clara ao estabelecer que a prisão civil por dívida de pensão alimentícia só pode ser afastada mediante a quitação integral do débito, visando proteger o sustento dos dependentes.
Condenação por estelionato e a quebra de confiança
Além da pendência de pensão, o ex-cantor gospel também possuía um mandado de prisão definitiva, resultado de uma condenação transitada em julgado. Este mandado foi expedido pela 6ª Vara Criminal Central do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), condenando André por estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal.
A pena imposta foi de 1 ano e 9 meses de prisão em regime fechado. O processo indica que o acórdão transitou em julgado em fevereiro deste ano, o que significa que não cabem mais recursos e a condenação se tornou final. O crime de estelionato pelo qual Andrezinho foi condenado está relacionado a golpes envolvendo roupas de marcas de luxo, um tipo de fraude que explora a confiança e o desejo por produtos de alto valor.
A repercussão de um caso com figura pública
A prisão de uma figura conhecida, mesmo que em seu passado tenha sido um ex-cantor gospel, frequentemente gera discussões sobre a conduta de personalidades públicas e a responsabilidade social. Casos como o de Andrezinho ressaltam a importância da justiça e da aplicação da lei para todos, independentemente de sua trajetória ou reconhecimento.
A viagem internacional para Dubai, em um momento de pendências judiciais graves, também levanta questões sobre a percepção de impunidade e o descumprimento de obrigações legais. A Guarda Municipal informou que André colaborou durante a abordagem e não foi necessário o uso de algemas, sendo encaminhado à autoridade policial após exame de corpo de delito.
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