Goiás

Cora completa um ano como referência no tratamento oncológico infantojuvenil em Goiás

Um marco na saúde pública goiana

O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) celebrou, nesta quarta-feira (10/6), o seu primeiro ano de atividades com números que consolidam a unidade como um pilar estratégico no atendimento infantojuvenil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Inaugurado em junho de 2025, o hospital surgiu com a missão de descentralizar o tratamento de alta complexidade, que historicamente forçava famílias goianas a buscarem assistência em outros estados, como São Paulo.

O governador Daniel Vilela, ao apresentar o balanço anual ao lado da primeira-dama Iara Vilela, destacou que a unidade não apenas oferece infraestrutura de ponta, mas também devolve dignidade a pacientes que antes enfrentavam longas jornadas em busca de cura. Com um investimento de R$ 255,8 milhões, o projeto foi idealizado para ser um centro de excelência capaz de rivalizar com os melhores serviços privados do país.

Impacto assistencial e o fim da fila de espera

Um dos pontos mais celebrados pela gestão e pela equipe técnica é o impacto direto na organização da rede de saúde. Segundo Henrique Prata, presidente da Fundação Pio XII e responsável pela gestão do Cora, a unidade foi fundamental para zerar a fila de espera por tratamento oncológico infantil em Goiás. O complexo atua como um hub regional, recebendo pacientes não apenas do território goiano, mas também de estados como Tocantins, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.

A estrutura do hospital reflete essa ambição de cuidado integral. Com 60 leitos pediátricos, o complexo dispõe de UTI, centro cirúrgico e unidades especializadas em quimioterapia e transplante de medula óssea. A tecnologia também é um diferencial, com equipamentos de ressonância magnética dotados de inteligência artificial e centros de reabilitação com suporte robótico, garantindo que o paciente tenha acesso ao que há de mais moderno na medicina atual.

Números que traduzem o cuidado integral

O balanço do primeiro ano revela uma operação intensa e multidisciplinar. Foram registradas 5,4 mil consultas médicas ambulatoriais e 2,4 mil sessões de quimioterapia. No centro cirúrgico, a equipe realizou 1.420 procedimentos, variando entre cirurgias de pequeno, médio e grande porte. Além disso, o atendimento multidisciplinar — que envolve áreas como psicologia, nutrição, fonoaudiologia e fisioterapia — somou 8.383 consultas, reforçando a abordagem humanizada do tratamento.

Outro avanço significativo foi a implementação do serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) pediátrico. Até o momento, o Cora já realizou quatro transplantes autólogos de células-tronco e trabalha para obter a regulação necessária para iniciar os transplantes alogênicos. A qualidade do serviço prestado é validada pelos próprios usuários, com o hospital atingindo 84,5% na pesquisa de satisfação Net Promoter Score (NPS), índice que coloca a instituição na zona de excelência.

Compromisso com a continuidade

O sucesso do primeiro ano do Cora reflete uma política pública focada em resultados e na redução das desigualdades no acesso à saúde. Para as famílias que enfrentam o diagnóstico do câncer, a presença de um centro de referência próximo ao lar representa a diminuição de custos e o fortalecimento do vínculo familiar durante o tratamento. O governo estadual reafirma, com esses dados, a prioridade em manter o complexo como uma referência nacional.

Para acompanhar os próximos passos do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás e manter-se informado sobre os desdobramentos da saúde pública e outros temas relevantes para a sociedade, continue acompanhando O Parlamento. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística aprofundada, ética e transparente sobre os fatos que impactam o seu dia a dia.

Para mais informações sobre o trabalho das unidades de saúde no estado, acesse o portal oficial da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo