Notícias

Paciente captura serpente após ataque e surpreende equipe médica em Goiás

Um caso inusitado chamou a atenção da equipe de atendimento médico em Montividiu, município localizado no sudoeste do estado de Goiás. Uma moradora foi surpreendida por uma serpente enquanto realizava a limpeza do quintal de uma fazenda e, após sofrer o ataque, tomou uma atitude incomum: conseguiu capturar o animal e o levou consigo ao procurar atendimento médico em uma unidade de saúde de urgência.

O episódio ocorreu no momento em que a vítima retornava a um monte de folhas secas que havia ajuntado anteriormente. Ao recolher o material acumulado, ela acabou não percebendo a presença do réptil, que estava escondido sob a folhagem. O animal desferiu dois botes consecutivos, atingindo diretamente dois dedos de uma de suas mãos.

O deslocamento até a unidade de saúde

Diante da situação de emergência, a mulher optou por transportar a serpente até o pronto atendimento local. A intenção inicial era facilitar a identificação da espécie pelos profissionais de plantão, garantindo assim a administração imediata do soro específico para neutralizar a peçonha. Ao chegarem à unidade, os profissionais reconheceram o exemplar como sendo uma jararacuçu, agilizando a escolha do tratamento adequado.

Após receber os cuidados médicos necessários, a paciente permaneceu internada em observação clínica. Segundo as informações divulgadas, ela apresentou uma evolução estável em seu quadro de saúde e teve a previsão de alta médica confirmada para a segunda-feira.

Riscos associados ao transporte de animais peçonhentos

Especialistas alertam que a conduta adotada pela paciente, embora compreensível do ponto de vista da busca por precisão diagnóstica, envolve riscos elevados. A médica Luana Borboleta explicou que transportar o animal pode desencadear um novo acidente, uma vez que é difícil para um leigo ter certeza absoluta sobre o óbito de um réptil, abrindo margem para um bote defensivo inesperado.

A orientação oficial para casos de acidentes ofídicos é evitar qualquer tentativa de captura ou remoção do animal. O procedimento considerado seguro consiste em manter distância e registrar imagens do corpo inteiro da serpente utilizando o zoom de um telefone celular. Dessa forma, a fotografia pode ser apresentada à equipe médica sem que haja exposição a um novo ataque.

Conduta em hospitais e espécies comuns

Especialistas também esclarecem que, em grande parte dos casos na região de Goiás, os acidentes envolvem espécies como a cascavel. No entanto, a identificação exata da serpente muitas vezes não altera a conduta inicial de emergência no ambiente hospitalar.

A rede pública de saúde costuma disponibilizar o soro antibotrópico formulado a partir de um pool das principais espécies do gênero, o que garante a eficácia na neutralização da toxina sem a necessidade imperativa de levar o animal fisicamente até o hospital. O foco principal após um acidente deve ser sempre a estabilização rápida da vítima e o deslocamento seguro para uma unidade de referência.

Quer continuar bem informado sobre os principais fatos do estado e do país? Continue acompanhando o portal O Parlamento para ter acesso a reportagens aprofundadas, coberturas completas e uma curadoria rigorosa de notícias relevantes para o seu dia a dia.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo