Anápolis

Candidatos denunciam falha na marcação de tempo durante vestibular da UFG

O vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG), realizado no último domingo (27), tornou-se palco de um impasse que gerou revolta entre estudantes. Candidatos que prestavam o exame em uma sala na unidade da Unifasam, em Goiânia, denunciaram uma falha grave na condução da prova por parte da fiscalização, alegando que uma confusão na marcação do tempo restante prejudicou o desempenho e o equilíbrio emocional dos participantes nos minutos finais.

Relatos de desestabilização e pressão psicológica

O caso ganhou visibilidade após o estudante Vinicius Borges, que realizava o exame no local, publicar um vídeo nas redes sociais detalhando o ocorrido. Segundo o relato, a orientação inicial dos fiscais proibia que os candidatos utilizassem qualquer dispositivo para controle pessoal do tempo, ficando a responsabilidade exclusivamente a cargo da equipe de aplicação, que deveria registrar as marcações no quadro a cada 30 minutos.

O problema, conforme o estudante, surgiu na reta final da prova. O fiscal teria anunciado que faltavam 30 minutos para o término, mas, apenas dois minutos depois, corrigiu a informação, afirmando que restavam apenas dez minutos. A mudança repentina causou um clima de tensão generalizada na sala. Estudantes que ainda finalizavam a redação ou não haviam preenchido o gabarito foram surpreendidos pela redução drástica do prazo, resultando em episódios de choro e desespero entre os presentes.

Impacto no desempenho e resposta da fiscalização

Além da pressão psicológica, os candidatos apontaram uma postura negligente por parte da equipe de fiscalização. Duas estudantes que acompanhavam o relato no vídeo afirmaram que, ao questionarem o erro, um dos fiscais teria minimizado a situação, alegando que o imprevisto “não faria diferença” para ele. Esse comportamento teria agravado a instabilidade emocional dos vestibulandos, que encaram o exame como uma etapa decisiva para o ingresso no ensino superior.

Embora a organização tenha oferecido, posteriormente, alguns minutos adicionais para a conclusão da prova, os candidatos argumentam que o dano já estava consolidado. A necessidade de finalizar a redação sob pressão extrema e o nervosismo causado pela falha teriam comprometido a qualidade do texto e a precisão no preenchimento das respostas. A situação levanta questionamentos sobre a padronização e o rigor na aplicação de exames de grande porte, onde qualquer falha de procedimento pode custar a vaga de um estudante.

Busca por esclarecimentos e desdobramentos

Diante da repercussão do caso, a Universidade Federal de Goiás foi procurada para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. A reportagem questionou a instituição sobre o recebimento de denúncias formais, a existência de registros de problemas semelhantes em outros locais de prova e a possibilidade de medidas reparatórias, como a reaplicação do exame para os candidatos afetados. Até o momento, a universidade não se manifestou oficialmente sobre o episódio.

O Parlamento segue acompanhando o caso e as possíveis respostas das autoridades acadêmicas. Para se manter informado sobre este e outros temas relevantes da educação e da atualidade, continue acompanhando nossas publicações. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística pautada na transparência, na apuração rigorosa e no respeito aos fatos que impactam a sociedade.

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